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Quinta, 29 Outubro 2020

Guerra declarada

deputados_visitadorosilva_reproducaoface Reprodução/Face
Reprodução/Face

Uma só inspeção, visita surpresa ou invasão não basta, serão várias! E já estão programadas pelos deputados, agora, com reforço do Conselho Regional de Medicina (CRM-ES). O aviso foi feito nas redes sociais de parlamentares e pelo próprio Conselho, após reunião realizada nessa quarta-feira (17). Não há informação sobre os locais nem datas, mas a "parceria" é por fiscalização conjunta, ampliada também para as unidades básicas. O time de deputados que participou da inspeção ao Dório Silva, na Serra, na última sexta-feira (12), mudou nesta conversa com o CRM, com a entrada de três médicos, Dr. Hércules (MDB), Hudson Leal (Republicanos) e Emílio Mameri (PSDB), e repetição de Vandinho Leite (PSDB), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Danilo Bahiense (PSL). Com ênfase no argumento de que a ação é uma "prerrogativa do cargo", os deputados dizem que pretendem conferir as condições de atendimento e a segurança da população e dos profissionais de Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Denúncias relacionadas ao Dório Silva também entraram na rota, dando vazão à defesa dos deputados para negar a repetição, por aqui, do movimento insuflado pelo presidente Jair Bolsonaro em todo o País de invasão a hospitais, embora rezem a mesma cartilha. A primeira "visita" já eclodiu no forte embate estabelecido com o governo do Estado, resultando em denúncias judiciais mútuas. Agora é guerra política, com novos contornos, mas sem trégua e, muito menos, fim. 

Guerra declarada II
As denúncias do Dório, segundo o CRM e deputados, foram feitas por médicos da unidade e apontam assédio moral (pressão para não informar possíveis irregularidades na carga horária e em protocolos de prevenção) e suposta retenção da Hidroxicloroquina. Os parlamentares garantiram que a Assembleia "tomará todas as medidas cabíveis".

Outras doenças
Outro ponto tratado foi a implantação do Hospital Covid Free para retorno dos atendimentos aos casos não relacionados ao coronavírus, incluindo as cirurgias eletivas. O Conselho diz que outras pacientes se agravarão em decorrência do tempo de espera para o devido tratamento, esgotando o sistema de saúde, posteriormente.

Investigação criminal
Do grupo que participou da primeira ação, faltaram nesse tête-à-tête com o CRM os deputados Carlos Von (Avante), Torino Marques (PSL) e Capitão Assumção (Patri). Todos os seis são alvo de investigação criminal no Ministério Público (MPES) provocada por notícia-crime apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE). São acusados de invasão e de "desrespeitar protocolos sanitários rígidos, colocando em risco a integridade física de pacientes e profissionais da saúde".

Contra-ataque
Já os deputados, além de discursos inflamados na Assembleia contra a medida da PGE, denunciaram nessa quarta-feira o secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, ao Ministério Público do Trabalho (MPT), pelo que consideram irregularidades e infrações encontradas no Dório Silva.

União de forças
Vandinho Leite (PSDB), um dos mais "sangue nos olhos" desse confronto, avisou nas redes sociais que o "CRM uniu forças com os deputados independentes do Estado" e "vamos juntos fiscalizar os hospitais estaduais que estão abandonados". Acusando as medidas da gestão estadual como "mordaça", afirmou ainda que o "GovernoES vai ser fiscalizado sim, doa a quem doer".

Segue...
Chamou atenção nesse meio, de fato, as presenças dos deputados médicos, que não são do bloco dos "independentes", leia-se oposição. Principalmente após Dr. Hércules e Vandinho protagonizarem debate na Assembleia, nesta semana, por divergências sobre as tais denúncias que teriam motivado a inspeção.

Outro tom
Dr. Hércules, como se sabe, é presidente da Comissão de Saúde, e defende a condução do governo na pandemia. Os outros dois, Emílio Mameri e Hudson Leal, também não estão no mesmo enfrentamento do primeiro bloco. Longe disso! E aí, vão para os hospitais e unidades de saúde também?

Em aberto
A propósito, permanece em aberto a informação sobre o exame de Covid-19 do deputado Capitão Assumção (Patri), que não parou de circular mesmo com sintomas gripais, inclusive no dia que esteve no Dório Silva. Ele próprio falou da situação à imprensa, mas não do desfecho.

Round 2
Se os avisos do dia se consolidarem, as próximas dinâmicas e estratégicas prometem. As reações também. Salve-se quem puder!

PENSAMENTO:
"Em política, nada é desprezível". Benjamin Disraeli

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Comentários: 5

GILDOMAR FERNANDES DEOCLECIO em Quinta, 18 Junho 2020 23:26

A CASA VAI CAIR
Literalmente.

A CASA VAI CAIR Literalmente.
PAULO CESAR RUBINI em Sexta, 19 Junho 2020 10:34

cade a nota de apoio do CRM? não encontrei

cade a nota de apoio do CRM? não encontrei
Anônimo revoltado. em Sexta, 19 Junho 2020 11:49

Trabalho na saúde (SUS e Privado) ha mais de 20 anos. Tudo sempre foi precário, recebemos visitas de COREN CRM Vigilância Sanitária SESA e nada nunca mudou a ponto de se permanecer adequado como deveria ser em vários aspectos. É tudo política. Agora c as OS piorou. É política e dinheiro. Resumindo, a coisa sempre foi assim e agora mais ainda. Não acredito na "boa vontade" desse povo. Ridículos numa guerrinha de prós e contras alguma ideologia de momento. Modinhas. Oportunismo em cima dessa miséria q é a saúde pública desse estado. E da situação provocada por esse vírus, seja ela (situação) qual for. Sugiro uma visitinha no Hospital Estadual Vila Velha São Torquato com a seguinte pergunta.... - O q é um paciente paleativo? Como são tratados? Oq é feito de madrugada quando um deles sofre uma parada? Qual a orientação dada à equipe médica e de enfermagem?
Temos verdadeiros depósitos de gente. Pessoas q não importam ou pouco importam são literalmente internadas para morrer... Com essa fiscalização política com a participação do CRM isso vai mudar? Esse tipo de coisa. Esses protocolos escusos, combinados pelas madrugadas q ninguém vê e não aparece em lugar algum.

Trabalho na saúde (SUS e Privado) ha mais de 20 anos. Tudo sempre foi precário, recebemos visitas de COREN CRM Vigilância Sanitária SESA e nada nunca mudou a ponto de se permanecer adequado como deveria ser em vários aspectos. É tudo política. Agora c as OS piorou. É política e dinheiro. Resumindo, a coisa sempre foi assim e agora mais ainda. Não acredito na "boa vontade" desse povo. Ridículos numa guerrinha de prós e contras alguma ideologia de momento. Modinhas. Oportunismo em cima dessa miséria q é a saúde pública desse estado. E da situação provocada por esse vírus, seja ela (situação) qual for. Sugiro uma visitinha no Hospital Estadual Vila Velha São Torquato com a seguinte pergunta.... - O q é um paciente paleativo? Como são tratados? Oq é feito de madrugada quando um deles sofre uma parada? Qual a orientação dada à equipe médica e de enfermagem? Temos verdadeiros depósitos de gente. Pessoas q não importam ou pouco importam são literalmente internadas para morrer... Com essa fiscalização política com a participação do CRM isso vai mudar? Esse tipo de coisa. Esses protocolos escusos, combinados pelas madrugadas q ninguém vê e não aparece em lugar algum.
Bruno em Sexta, 19 Junho 2020 15:56

Muito bem colocado. Vc enxergar muito além dos "modinhas no poder". Onde estavam estes deputados no início da pandemia? Este pergunta até hoje não me foi respondida!

Muito bem colocado. Vc enxergar muito além dos "modinhas no poder". Onde estavam estes deputados no início da pandemia? Este pergunta até hoje não me foi respondida!
Outro Servidor em Domingo, 21 Junho 2020 09:10

Engraçado..os "nobres" deputados se vestem com o manto da fiscalização..mas parecem não ter essa mesma disposição para fiscalizar o trabalho dos seus assessores, inclusive dificultando essa tarefa ao extinguir a obrigatoriedade dos relatórios (parece que esqueceram isso). Existem instâncias para as denúncias..parem se ser parte do problema e se tornem parte da solução. Não tripudiem sobre as famílias dos mais de 1000 mortos do Estado.

Engraçado..os "nobres" deputados se vestem com o manto da fiscalização..mas parecem não ter essa mesma disposição para fiscalizar o trabalho dos seus assessores, inclusive dificultando essa tarefa ao extinguir a obrigatoriedade dos relatórios (parece que esqueceram isso). Existem instâncias para as denúncias..parem se ser parte do problema e se tornem parte da solução. Não tripudiem sobre as famílias dos mais de 1000 mortos do Estado.
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