Sábado, 15 Junho 2024

Tabuleiro revirado

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A desistência do vereador Júnior Corrêa da candidatura à Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e até da carreira política, anunciada nessa quarta-feira (14), para virar padre, além de alterar o tabuleiro local, representa a segunda baixa do PL em municípios considerados estratégicos do ponto de vista eleitoral. O primeiro, também recente, como já analisado aqui, foi Vila Velha, com a prisão do nome que vinha sendo incensado e apontado como novidade pelo partido, o empresário e veterinário Thiago Oliveira, preso acusado de extorsão. Juninho se apresentava como um palanque forte do campo da direita e somava resultados expressivos nas últimas eleições. Opositor do grupo da situação, puxado pelo prefeito Victor Coelho (PSB), também já circulava pelo município e fazia postagens críticas, na meta de galgar espaços e votos. Teria ao seu lado nessa empreitada o ex-prefeito e deputado estadual Theodorico Ferraço (PP), personagem com atuação importante da política do município. O recuo inesperado é bom para os potenciais adversários, que tiram um obstáculo do caminho, e ruim para o PL, do senador Magno Malta, que precisará mais uma vez recalcular a rota, para tentar atingir a meta que não se cansa da exaltar, de "passar o trator" nas disputas deste ano, ignorando ainda a crise instalada com a operação que atingiu Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda. A propósito, Magno e o deputado estadual Callegari, que também tem base em Cachoeiro, já apareceram ao lado de Juninho nesta quinta (15). De olho nos próximos capítulos!

Segue...
Na foto com Juninho, Callegari está sorridente e colocou música de louvor. Magno publicou a legenda: "Que Deus abençoe na sua escolha pelo sacerdócio". Juninho também registrou o encontro e afirmou que o PL de Cachoeiro, que estava sob seu comanda, ficará nas mãos de CallegariOutro dia, o vereador publicou uma nota pública em que revelou atrito com o senador e lideranças do partido.

Plano B?
Em Cachoeiro, o PL tem o vereador Léo Camargo, que vinha participando de encontros com Juninho e Callegari. Ele se apresentava, até então, como candidato à reeleição. Agora...

Urnas
Júnior Corrêa foi o mais votado à Câmara de Vereadores em 2020 e Léo Camargo o terceiro. No ano passado, Juninho tentou a Câmara dos Deputados e atingiu 37,7 mil. Dos pré-candidatos colocados na disputa, tinha o melhor desempenho nas urnas.

Cenário
Quem deve correr para abocanhar essa fatia do eleitorado é o secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Diego Libardi (Republicanos), que já tentou a prefeitura, sem êxito, e está situado no mesmo campo. Ele integra, porém, o "grupo dos 3", que se movimenta há meses, ainda sem definição do cabeça de chapa. Os outros, como se sabe, são os deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Bruno Resende (União), da base do governador Renato Casagrande (PSB).

Cenário II
Do lado do prefeito Victor Coelho, também como já comentado diversas vezes por aqui, quem se habilita é a secretária municipal de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB). Outro nome ligado à gestão é o de Márcia Bezerra (PRD), ex-secretária de Desenvolvimento Social, que se deslocou e flerta com o "grupo dos 3".

Cenário III
Já na esquerda, as pré-candidaturas são do ex-prefeito Carlos Casteglione (PT) e do empresário e sindicalista Wesley Corrêa (Rede).

E agora?
Como todos se acomodarão, depois dessa mudança do tabuleiro, passa a ser o "x" da questão em Cachoeiro.

Tête-à-tête
Por falar em esquerda, lideranças políticas circularam bastante pelo Carnaval de rua do Centro de Vitória, para contato com direto com o eleitorado. Teve adesivo, leque, conversas, festa e muitos apertos de mão. Da Assembleia Legislativa, marcaram presença a deputada estadual Camila Valadão (Psol), Iriny Lopes (PT) e João Coser (PT). Da Câmara de Vitória, Karla Coser (PT) e André Moreira (Psol).

Repúdio
Enquanto o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tenta minimizar os efeitos negativos das ações desmedidas da Guarda Municipal e da Polícia Militar para dispersar foliões, jogando para mídia convencional e apontando um "Carnaval de sucesso", a Liga dos Blocos do Centro de Vitória (Blocão) emitiu uma nota, nesta quinta, em que se diz "estarrecida com os ataques" de segunda e terça (12 e 13).

Providências
"É necessário frisar que, no momento dos ataques, estavam nas ruas famílias com crianças, ambulantes, trabalhadores e foliões aproveitando os últimos dias do Carnaval", diz o Blocão. "Esperamos que a Guarda Municipal e as Forças Policiais do Estado sejam responsabilizadas e respondam pelos atos violentos praticados contra a população atingida", complementou.

Providências II
O Blocão também aponta que não foi consultado nem opinou sobre o Plano de Dispersão, que foi anunciado apenas da avenida para o Sambão do Povo, no Circuito da Folia. "Em nenhum momento foi mencionado o que seria feito em relação a foliões que ainda permanecessem no bairro e, muito menos, que estes seriam atacados com bombas de gás, balas de borracha e spray de pimenta, além de 'gritos de ordem' e ameaças".

Nas redes
"(...) O carnaval é samba, é alegria, é brilho, é geração de trabalho e renda para muitas famílias. Eu vejo com tristeza as imagens que não param de chegar do que aconteceu ontem à noite [terça] no Centro de Vitória: a força da polícia X o medo de pessoas que se divertiam e vendiam suas mercadorias. Quando há problema, a polícia deve agir com inteligência e respeito às pessoas e não com repressão e violência numa situação como aquela. Lamentável!". Helder Salomão, deputado federal pelo PT.

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