Sexta, 21 Junho 2024

Estado tem 71 municípios com risco de ocorrência de desastres naturais

enchente_mimoso_do_sul_bombeiros_giovani_pagotto_governo_es Giovani Pagotto/GovES

Uma nota técnica elaborada pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, órgão vinculado à Casa Civil, aponta que 71 dos 78 municípios capixabas correm risco de ocorrência de desastres naturais, portanto, quase a totalidade. O levantamento foi divulgado pelo jornal Estadão, e aponta que pelo menos 1,9 mil cidades brasileiras estão localizadas em áreas de risco recorrente para desastres climáticos como inundações, enchentes e deslizamentos de terra.

As únicas cidades consideradas fora de risco são Águia Branca, Alto Rio Novo, Boa Esperança, Montanha, Mucurici e Ponto Belo, no norte e noroeste.

Conforme consta no levantamento, a soma dos habitantes dos 71 municípios é 3,7 milhões. Desses, 518,5 mil estão em área de risco geo-hidrológico, o que representa 13,8%. Todas essas cidades estão com risco de deslizamento, enxurrada e inundação. Os números se baseiam em dados do Atlas de Desastre e Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, que compilou eventos entre 1991 e 2022. Portanto, não engloba desastres mais recentes, como os do Rio Grande do Sul.

A região Sudeste, segundo a nota técnica divulgada pelo Estadão, engloba a maior população exposta aos riscos. Minas Gerais tem o maior quantitativo de municípios nessa situação, que são 283. Em seguida vem São Paulo (172), Rio de Janeiro (75) e Espírito Santo. Contudo, levando em consideração que Minas tem 853 municípios, São Paulo tem 645 e Rio de Janeiro 92, o Espírito Santo é a unidade federativa cujo território está mais comprometido.

Além disso, um levantamento feito pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), sede do Núcleo Vitória do INCT Observatório das Metrópoles, revelou que, das 27 capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal, 15 não contam com o Plano de Mudanças Climáticas. Uma delas é Vitória. O levantamento foi feito em maio deste ano com base em pesquisas nos sites de prefeituras e de outras instituições governamentais.

No Sudeste, Vitória é a única Capital que não conta com o plano. Contudo, sua elaboração está em andamento, assim como a de Manaus (AM), Belém (PA) e Porto Alegre (RS). As demais capitais brasileiras que também não têm são Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Maceió (AL), Macapá (AP), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e São Luiz (MA).

Em março último, o sul do Espírito Santo passou por enchentes que deixaram cerca de 20 mil desalojados, uma média de 500 desabrigados e 20 mortos. Os municípios afetados foram Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte, Alegre, Vargem Alta e Muniz Freire.

As enchentes motivaram a visita ao Estado do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. 
Na ocasião, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou medidas de apoio às famílias e empreendedores dos municípios atingidos pelas enchentes. Uma delas foi a liberação do Cartão Reconstrução, no valor de R$ 3 mil, para aquisição de móveis, eletrodomésticos, roupas, alimentos, material de construção ou qualquer item que a família entenda como prioritário.

Com foco nos empreendedores, a gestão estadual anunciou a liberação de linhas de financiamento especiais e prorrogação das operações de crédito em curso pelo prazo de seis meses. O total foi de R$ 50 milhões para subsidiar as operações junto ao Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e ao Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), por meio do Fundo de Fortalecimento da Economia Capixaba (Fortec). Além disso, foi anunciada a abertura de novas linhas para o microcrédito, por meio da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes).

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