Dificilmente o ex-presidente Lula conseguirá levar adiante a sua estratégia de reeleger Dilma Rousseff no palanque de Paulo Hartung (PMDB) como candidato ao governo e João Coser (PT) ao Senado. É o propósito dele no Espírito Santo, que soma-se com a derrota do governador Renato Casagrande, dentro do desejo de liquidar os governadores do PSB para fazer um estrago na candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Mas vai ser difícil que tudo isso dê certo. Principalmente quanto a derrotar Casagrande. Hartung, Casagrande e Coser jogam juntos há muito tempo e são daqueles que pensam: em política só não vale perder. E Coser, para levar o Senado, vai precisar unir, nem que seja por debaixo dos panos, Casagrande com Paulo Hartung. Pois o PT capixaba não tem mais capital eleitoral para eleger um senador sem a ajuda desses dois. Fica claro então que por aqui a definição do jogo vai depender do arranjo desses três, independe de Lula. Pode dar Casagrande governador com Hartung senador, como pode dar também Casagrande contra Hartung na disputa para o governo. As circunstâncias e os arranjos capixabas é que vão definir quem será quem. Avança
E Casagrande vai se potencializando cada vez mais. Agora mesmo conquistou, como está na edição deste domingo (8), em A Gazeta, o DEM de Theodorico Ferraço e Élcio Alvares. O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, aparece afirmando que o seu candidato ao governo é Casagrande.
Explicação
Aí você tem explicação para a reeleição de Ferraço na presidência da Assembleia e para a escolha de Élcio Alvares para a liderança do governo. E o desejo de Rodney é pela chapa Casagrande ao governo e Hartung para o Senado.
Perigoso
A propósito, esse tal de Rodney não é só um perigo à frente de seus policias. É também na política. Sua ascensão, além de ser veloz, vem imprimindo nele a marca de voz mais poderosa do DEM. Onde chegamos…
Balaio
A posse de Coser na presidência do PT deu o tom da sua parceria com Hartung e Casagrande, embora tenha discriminado o PPS, que junto com o PSDB, não foi convidado. O DEM também não foi porque a base mais ideológica do partido iria quebrar o pau. Já o PPS, pelo apoio antecipado do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, a Eduardo Campos.
Não foram
Com PR e PDT aconteceu o contrário. Eram esperados o senador Magno Malta (PR) e o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT). Lá não foram. Explica-se, em parte, a presença do atual prefeito Audifax Barcelos (PSB) em lugar de destaque na mesa que dirigiu a posse de Coser.
Decisivo
Luciano Rezende foi decisivo na vitória de Eduardo Campos na convenção nacional do PPS. Os votos da delegação do Espírito Santo pesaram na derrota da vereadora Soninha: 152 a 98. Importante ainda para impedir que os delegados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro impusessem o candidato tucano Aécio Neves.
PENSAMENTO:
“Em política, nada é desprezível”. Benjamin Disraeli

