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Cortina de fumaça

O ano pré-eleitoral vai terminar parecendo festa junina, com o céu cheio de balões de ensaio e mais uma vez é o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) o foco das especulações. O movimento é conhecido de outras eleições. O peemedebista segue sem assumir ou negar que participará da disputa do próximo ano. 
 
Enquanto isso, seus emissários continuam inflando as especulações para não deixar o mercado esfriar. De um lado segue a dúvida se ele vai mesmo entrar na disputa ao governo e vendendo a ideia de que há uma frente no PMDB nacional para convencê-lo a isso. Outro movimento é de que Hartung poderia disputar o Senado, com a suplência de João Coser. 
 
Há muita fumaça suspensa no ar, o que ajuda a confundir e complicar as investidas do governador Renato Casagrande. Ele conquistou as bases dos partidos, mas não sabe para onde as lideranças vão, o que dificulta as articulações. 
 
Uma coisa é disputar contra Hartung e outra coisa, bem diferente, é disputar contra o senador Ricardo Ferraço. Além de mudar a intensidade da eleição, também muda a configuração do PT no pleito, já que a nacional quer Hartung e não Ferraço. 
 
Também não há muita certeza sobre a entrada do senador Magno Malta (PR) e do tucano Guerino Balestrassi (PMDB) na disputa do ano que vem, deixando o cenário ainda mais incerto.  O ano termina com um grande ponto de interrogação sobre 2014.
 
Tudo pode acontecer, inclusive, nada. A união nacional do PSDB com o PSB pode tirar Balestrassi da disputa. Hartung pode não assumir um candidatura de risco e pode ainda compor com Casagrande. Quanto a Magno Malta, seu negócio é disputar contra Hartung. Então, ele espera a uma definição do peemedebista para se definir.
 
Como o ex-governador não gosta de antecipar nenhum movimento, esta lenga-lenga deve seguir até o período das convenções, em meados de 2014. É preciso ter nervos de aço para não fazer qualquer movimento errado enquanto isso. 
 
Fragmentos
 
1 – Para conseguir estabelecer a unanimidade novamente, o grupo de Paulo Hartung tem pensar no que fazer com a família Ferraço. O senador pode não suportar outro golpe, como o de 2010. Quer e vem reivindicando uma compensação. 
 
2 – Também não seria fácil contornar a situação desta vez com o pai do senador, o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), que teria revirado mundos e fundos em favor de uma candidatura ao governo do filho. Para eles, 2018 é muito longe.
 
3 –Tem tanto deputado estadual nesta legislatura da Assembleia Legislativa que ainda age como se fosse vereador, que os parlamentares já está sendo chamados de edis. 

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