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Terça, 26 Janeiro 2021

O meu, o seu, o nosso dinheiro

(artigo publicado originalmente em 11/09/2012) O diálogo sobre o dinheiro parece representar um tabu para a sociedade. Constatamos uma temerosa falta de diálogo entre casais e famílias sobre finanças. Além disso, muitos casais se unem no amor, mas afirmam não serem capazes de unir suas contas bancárias sob várias argumentações. Há os que dizem que são organizados de uma forma diferente do outro, há os que se julgam mais conservadores do que seus pares e o comportamento mais ousado do outro lhes causa ameaça, há os que sabem que o outro é perdulário e temem terem que arcar com estas despesas, há os que gostam de artigos de luxo e de grife enquanto o outro não faz questão.

São infinitas as justificativas que os casais citam para serem capazes de unir as escovas de dente, mas se sentirem impossibilitados de se unirem financeiramente. A falta deste hábito é responsável por uma série de conflitos nas relações, envolvendo o sentimento de desconfiança, desconhecimento, mau humor, brigas, podendo culminar com separações. Mas por que o dinheiro pode causar tantos desentendimentos ao longo dos séculos entre os casais? Pesquisas apontam o dinheiro como uma das principais causas nas brigas e separações entre casais, cerca de 40% dos entrevistados divorciados.

E você, está em conflito em função disso? Saiba que é possível harmonizar o amor e o dinheiro e virar esse jogo a favor de vocês. Certo ou errado não existe, mas é imprescindível que o casal conheça e assuma a renda e o orçamento familiar, assumindo também juntos as contas da família e da mesma forma, planejando os investimentos e os sonhos, transformando esse tipo de diálogo numa atitude, num comportamento do casal. Quanto mais conseguimos conquistar o nosso par, os nossos filhos, para a realidade e, paralelamente, para o planejamento dos sonhos, mais empenho teremos de todos como um time e menor tendência aos desentendimentos.

O assunto deve ser abordado sempre, independente das contas estarem positivas ou devedoras, todos devem estar cientes e envolvidos ativamente para que não haja culpa e responsabilização isolada pela situação. Diante das adversidades da vida, se o casal mantém este comportamento de dialogar sobre suas finanças, estarão capacitados a enfrentarem e a vencerem os problemas juntos.

O ideal é que o diálogo sobre finanças seja tema dos casais desde o início do relacionamento, onde aparecem as formas diferentes do uso pessoal com o dinheiro e quando devem passar a unir e a desenvolver um comportamento padrão para uma nova família no uso do dinheiro. É nessa fase que o casal pode constituir seus hábitos financeiros comuns, e usar o resultado disso para fortalecer ainda mais o relacionamento. Pesquisas indicam que o casamento aumenta o patrimônio de um casal em cerca de 93%.

Relacionamento amoroso tem que ser preservado e não pode sofrer impacto, porque senão prevalecerá o ditado "em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão."

 



Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF - Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br
https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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