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Perdi tudo

As chuvas no Espírito Santo comprometeram a vida de várias famílias. Pessoas físicas e jurídicas, patrimônio público e privado, famílias de todas as idades e classes sociais, todos atingidos sem distinção.
 
Como os desabrigados e atingidos diretamente pelas enchentes pagarão os seus prejuízos? Com quem poderão contar na recuperação, além dos voluntários? Vale destacar que a solidariedade capixaba tem feito a diferença.
 
A pergunta que não se cala para as vítimas é: o que os dirigentes políticos farão para auxiliá-los na reconstrução de suas vidas? São famílias, comerciantes, produtores rurais, lojistas, dentre outros. Tudo e todos atingidos nas áreas afetadas.
 
A infraestrutura das localidades ficou comprometida, dificultando o acesso e a logística, inclusive, para receberem o auxílio. Atualmente falta o básico para a sobrevivência, como água e comida. Tudo precisará ser reconstruído.
 
Para aqueles que não perderam suas casas, nas localidades onde a água deu uma trégua, é hora de voltarem para suas casas e avaliarem os prejuízos. E depois será como a hora da fênix: de ressurgirem das cinzas, ou melhor, das águas.
 
Para essa reconstrução serão necessárias milhares de mãos, que passa pelo resgate dos isolados, pela acolhida e ajuda aos desabrigados e aos atingidos pelas chuvas, prestando os cuidados básicos para a sobrevivência e à saúde deles, desaguando no imprescindível – na elaboração de políticas públicas que sejam efetivamente implantadas, visando garantir a reconstrução e a segurança, para que sejam minimizados os efeitos de desastres naturais como esse.
 
Levanto a seguinte questão: como aqueles que antes das chuvas estavam em situação de dificuldade ou de descontrole financeiros e que foram atingidos por essa calamidade conseguirão reconstruir o patrimônio? Como idosos já aposentados, que contam apenas com a aposentadoria conseguirão se reerguer?
 
Para os que estão na faixa produtiva e estão no mercado de trabalho, contando com salários, uma estratégia para recuperarem o patrimônio perdido é buscarem fontes de renda extra.
 
Vivendo o hoje, mas pensando no que está por vir, é preciso arregaçar as mangas e lutar, mas também cobrarmos do poder público ações efetivas para superar essa calamidade.
 
Não podemos mais ficar a mercê do tempo e de políticas(os) equivocadas(os).
 
É bíblico: “No dia feliz não percas a recordação dos males, nem a recordação do bem no dia infeliz. (…) A dor de um instante faz esquecer os maiores prazeres, (…)”(ECLESIASTICO, 11:27-29), que com certeza, retornarão.
 
FORÇA, FÉ, TRABALHO E SOLIDARIEDADE!
 
E que venha 2014!
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br 

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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