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PT enquadrado

Em um momento de muita fumaça sendo levantada nos meios políticos do Estado para confundir em relação às articulações do próximo ano, o PT nacional baixa sua resolução para orientar as eleições de 2014, o que deixa o campo bem delimitado para que as lideranças possam se movimentar. A ideia é impedir que os projetos pessoais sobressaiam aos objetivos do partido: reeleger Dilma Rousseff e conseguir uma boa bancada no Senado são as metas do PT nacional para o próximo ano e os interesses das lideranças não podem atrapalhar essas movimentações. Não é de hoje que no PT do Espírito Santo o interesse das lideranças do partido não é exatamente o interesse da base. 
 
O grupo do presidente do partido, o ex-prefeito de Vitória João Coser, que vem comandando o PT regional há um bom tempo, está alinhando com o grupo do ex-governador Paulo Hartung. E graças a esse acordo, o PT tem conseguido ocupar bastante espaço no cenário político, mas isso não tem fortalecido o partido como um todo.
 
A princípio, o interesse do PT nacional vem ao encontro dos interesses desse grupo. O PT nacional quer uma aliança com o PMDB para isolar o PSB no Espírito Santo. Mas essa aliança tem regras. O partido quer Hartung como candidato ao governo do Estado, com Coser ao Senado. 
 
Mas, se não for essa a articulação, se o grupo fizer uma mudança nas peças do tabuleiro, não haverá acordo. Hartung só serve como candidato ao governo. E se houver qualquer mudança isso será submetido à nacional. Então, é melhor seguir à risca as diretrizes, porque acima de qualquer decisão do PT está a vontade de Lula e ainda não nasceu petista corajoso o bastante para ignorar uma decisão dele. 
 
Fragmentos: 
 
1 – Para o prefeito Luciano Rezende (PPS) o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) está em uma situação na eleição presidencial parecida com a dele no ano passado.
 
2 – E deu conselhos ao pernambucano para deixar a polarização PT e PSDB se acirrar, correndo por fora, com um discurso mais light. E disse mais: para que o presidenciável socialista adote logo o “gesto da mudança”.
 
3 – Mas é preciso guardar muito bem as devidas proporções. Uma coisa é a prefeitura de Vitória, outra é a presidência da República, e Eduardo Campos ainda precisa correr atrás para se tornar mais competitivo na disputa. 

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