Segunda, 18 Outubro 2021

Moradores protestam por falta de médicos em Resistência

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Protestos acontecem devido à situação da USF de Resistência. Foto: Google Maps
Nessa segunda-feira (24), o coletivo Resistência em Foco usou duas redes para dar um ultimato: caso a Prefeitura de Vitória não resolvesse o problema da falta de profissionais na Unidade de Saúde da Família do bairro Resistência, haveria uma manifestação. Foi assim que, às 9h desta terça, um grupo de 30 moradores com cartazes e caixa de som, iniciou um ato em frente ao local. Por volta das 11h, sem respostas, eles seguiram até a Rodovia Serafim Derenzi, principal via de acesso da região, onde bloquearam a passagem de automóveis, desviando-os para passar por dentro do bairro.

"A comunidade de Resistência tem aproximadamente 8 mil moradores e está há praticamente um mês sem nenhum médico geral e faltando também profissional de farmácia. A pediatra deve sair em breve e corremos o risco de ficar sem também", reclama Gilmar Lima, morador do bairro e integrante do Resistência em Foco, que há dias havia protocolado pedido sobre a situação nos canais de atendimentos da prefeitura.

"Não é cabível nem admissível que, principalmente em pleno período de pandemia, uma unidade de saúde básica esteja sem médico e há tanto tempo", disse nota do coletivo. "A população não pode ficar à mercê da sorte. Isso não é um favor, é direito de todos os moradores".

Depois de ato em frente à unidade de saúde, moradores pararam o trânsito na Rodovia Serafim Derenzi. Foto: Divulgação

Uma das manifestantes presentes no ato era Pandora da Luz. "Na última semana tive sintomas que poderiam ser de Covid-19, fui no posto e não tinha médico, me indicaram para ir ao posto de São Pedro", reclama a moradora. "A população se organizou porque não aguenta mais o sucateamento, não só no posto de saúde mas também no CRAS [Centro de Referência em Assistência Social]. A prefeitura está sucateando a favela", disse.

Depois de horas de manifestação, gestores da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) se reuniram com os manifestantes e disponibilizaram duas médicas para atuarem na parte da tarde de terça-feira. A partir desta quarta-feira (26) até o dia 1 de junho, a prefeitura se comprometeu a deixar outro médico no posto até que sejam efetivados outros dois médicos.

Nesta quarta, os moradores se reunirão em frente à USF novamente para avaliar se as promessas foram cumpridas. Além da pauta urgente da ausência de médicos, os manifestantes também reivindicam outros tipos de atendimento no posto e melhorias em sua estrutura.

Contatada pela reportagem, a Semus não respondeu até o prazo solicitado.

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