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Quando Paulo Hartung anunciou que faria o palanque do candidato a presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, imediatamente o mercado político levantou a lebre do famoso “ranço tucano de Paulo Hartung”. Mas analisando mais friamente a questão, o apoio de Hartung ao tucano não tem nada de partidário.
 
Embora a presidente Dilma Rousseff siga na frente na disputa eleitoral pela presidência da República, no Espírito Santo, que tem um eleitorado conservador, Aécio Neves tem força. Ele pode até não ser muito conhecido, mas em sendo PSDB, terá os votos dos capixabas descontentes com o PT, afinal, o partido da presidente não vence eleição no Estado. 
 
Foi por isso que Hartung aderiu ao palanque de Aécio. E o que chama a atenção é que ele tentou dar a ideia de que foi o presidenciável que aderiu ao palanque dele, mas não foi essa a impressão na visita do tucano nessa quinta-feira (10). Aécio foi para a rua, ambiente hostil a Hartung, bebeu café, comeu rabada e Hartung do lado. 
 
Aécio fortalece a candidatura de Hartung, até porque Eduardo Campos, o presidenciável de seu principal adversário, o governador Renato Casagrande, é um ilustre desconhecido no Estado. Então, ele surfa no favoritismo de Aécio, até porque não há risco. A história do Estado mostra que os adversários do tucano são fragilizados, pelo menos por aqui. 
 
O problema é na estratégia. Assim como Hartung, Aécio não é exatamente um ícone popular. Hartung veio com o discurso de que os dois têm identidade e têm, mas não é na rua. É mais para as palestras, encontros fechados, em lugares selecionados. Com o povão, não convencem, nem Aécio, nem Hartung. 
 
Fragmentos: 
 
1 – A turma do Max Filho (PSDB), que só foi ao encontro do Aécio para “causar”, ensaiou uma vaia para o prefeito Rodney Miranda (DEM) e para Hartung, mas a turma do Paulo desceu para acabar com o burburinho. “Aqui, não!”.
 
2 – O deputado estadual Rodrigo Coelho (PT), candidato à reeleição e o vice-governador Givaldo Vieira, candidato a deputado federal reuniram mais de cem pessoas em um restaurante de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.
 
3 – O prefeito de Cariacica, Juninho anuncia uma nova reforma administrativa na prefeitura. Agora de 20 secretarias, o município passará a contar com 14. 

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