As convenções partidárias; a nota de Paulo Hartung sobre eleições; a reta final de escolhas dentre as candidaturas; e mais

O último fim de semana antes do fim do prazo final de convenções eleitorais – quarta-feira (5) – foi de muitos encontros partidários, desde siglas da extrema direita até agremiações identificadas com a chamada esquerda radical – passando, obviamente, por partidos das mais diversas tendências dentro do espectro político. Alguns grupos políticos chegaram a definições importantes nos últimos dias, mas ainda pairam muitas dúvidas.
“Gratidão e compromisso”
Aliás, comecemos por uma sigla que tem posição ideológica difusa. O Partido Social Democrático (PSD), com convenção marcada para quarta-feira (5), está cada vez mais distante de uma aliança com a oposição capitaneada por Partido Liberal (PL) e Republicanos. A ideia de colocar Sergio Meneguelli na segunda vaga ao Senado é muito difícil de prosperar, tendo em vista a rejeição pelo bolsonarismo. Além disso, o ex-governador Paulo Hartung lançou nota oficial nesta segunda-feira (3) falando em “gratidão e compromisso” por ser lembrado para mais uma disputa majoritária. “Sigo com meus passos de incansável militância cidadã por uma realidade mais próspera, inclusiva e sustentável, no Espírito Santo e no Brasil. Nesse caminho, mantenho meu compromisso com a Política de “p” maiúsculo”, afirmou. É uma indicação de que o PSD pode, de fato, lançar candidatura própria, mas Hartung tem costume de fazer esse tipo de sinalização no processo eleitoral e depois recuar. De qualquer forma, foi o caminho que restou ao PSD, no momento.
PL e Republicanos afinados
No PL, representante máximo do bolsonarismo, Maguinha Malta foi confirmada como candidata para o Senado, e Lorenzo Pazolini (Republicanos) receberá apoio na disputa para governador. Resta saber como ficará a definição em relação à segunda vaga para senador. Ao que tudo indica, o segundo nome da oposição virá do Republicanos, provavelmente o deputado federal Evair de Melo. Carlos Manato, que também tinha pretensões para o Senado – mas que deixou o PL brigado com o senador Magno Malta, após a disputa do segundo turno para governador, em 2022 -, anunciou publicamente que vai disputar uma vaga como candidato a deputado federal no lugar da esposa, Soraya Manato, que foi bem votada em 2022, mas não conseguiu se reeleger.
Monjardim ainda na briga
O vereador de Vitória Leonardo Monjardim, outro candidato a senador (já registrado pelo Novo), esteve na convenção do PL realizada no sábado (1º) e ainda luta para ser um dos escolhidos para a chapa com Maguinha. Magno Malta até gostaria de um nome com menos capital político ao lado da filha, como é o caso de Monjardim, mas o Republicanos tem mais peso na aliança e, portanto, a preferência na indicação de segunda vaga para o Senado.
Marcos do Val com o PPM
No mesmo dia da convenção do PL, o Avante fez o seu encontro partidário e consolidou o lançamento de Marcos do Val em tentativa de reeleição ao Senado. Do Val dialoga com Magno Malta, mas tem caminhado de forma independente este ano. O segundo suplente na chapa dele para o Senado será o cabo da Polícia Militar Nilton Góes, um representante do Projeto Político Militar (PPM) – que havia sinalizado apoio a Lorenzo Pazolini para governador. O Avante lançou também uma chapa com 11 candidatos a deputado federal, mas nenhum a estadual.
UP com candidatura própria
À esquerda, uma das principais novidades foi o lançamento de um palanque próprio da Unidade Popular pelo Socialismo (UP), após convenção realizada domingo (2). A agremiação da esquerda radical, que fundou seu diretório estadual este ano, aprovou as candidaturas de Rafael Demuner ao Governo do Estado e Dionary Sarmento para vice-governadora, além de Luisa Kirchmayer e Gabriel Costa como candidatos a deputado federal. A UP (não confundir com a União Progressista, UPB) é crítica ao lulismo e, por isso, vai ficar de fora da aliança do campo progressista. Entretanto, a Unidade Popular ainda não definiu se vai apoiar algum nome para senador e deputado estadual.
Psol e Rede: juntos e separados
A federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade fez convenção na sexta-feira (31). Serão 23 candidatos a deputado estadual – tendo a reeleição de Camila Valadão (Psol) como prioridade – e seis a federal, além de Professor Fabian (Psol) para o Senado. Nas majoritárias, houve uma divisão: o Psol apostará em Fabian e Fabiano Contarato (PT) para o Senado, além Helder Salomão (PT) para governador e Lula (PT) para presidente. Já a Rede vai apoiar Lula para Presidência, Ricardo Ferraço (MDB) para o Governo, e Contarato e Renato Casagrande (PSB) para senadores. Chamou a atenção de alguns presentes a baixa participação da Rede na convenção e até mesmo de representantes da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), com quem o Psol tem se articulado.
Vidigal fora da disputa
Dentro do grupo governista, a principal novidade foi o anúncio de Sérgio Vidigal descartando, de uma vez por todas, a possibilidade de ser candidato a vice na chapa do governador Ricardo Ferraço. Ele já tinha dito que não queria, mas os prefeitos de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e de Barra de São Francisco (noroeste do Estado), Enivaldo dos Anjos (PSB), buscavam emplacar o nome dele, o que desagradou a União Progressista (UPB, União Brasil + PP), também interessada na vice. O anúncio de Vidigal foi feito durante convenção do Partido Democrático Trabalhista (PDT), no sábado (1), onde foi consolidada a chapa da sigla de 25 candidatos a deputado estadual (não haverá chapa para federal).
Agir com Ferraço
Na sexta-feira (31), o pequeno Agir realizou convenção partidária e confirmou apoio a Ricardo Ferraço para governador e Renato Casagrande (PSB) para senador. O partido terá uma chapa de 31 candidatos a deputado estadual, tendo um nome, que já ocupa cadeira na Assembleia Legislativa do Estado (Ales), como destaque: o deputado Hudson Leal.

