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Chegou a hora dos ataques na disputa para governador

A tímida elevação de temperatura na campanha; Euclério declarando voto em Callegari; e mais

Leonardo Sá

Helder contra Pazolini

Faltando quase duas semanas para o dia da votação, os três principais candidatos a governador do Espírito Santo nas eleições deste ano passaram a elevar o tom contra seus adversários, ainda que timidamente. A propaganda de televisão de Helder Salomão (PT) passou a apresentar uma peça feita com inteligência artificial, na qual coloca o espectador dentro de um circo. No picadeiro, surge um títere sendo manipulado por grande mão – o boneco seria Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o manipulador, o senador Magno Malta (PL). Faz sentido que Helder direcione suas baterias para o ex-prefeito de Vitória, pelo fato de ele ser, de acordo com pesquisas de intenção de voto, o seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno.

Ricardo contra Pazolini

Ricardo Ferraço (MDB), que tenta a reeleição, também se voltou contra Pazolini, com mensagem semelhante. No início da semana, postou um vídeo que mostra o ex-prefeito de Vitória na tela de um desses celulares com tela “flip”, que, ao se abrir, o mostra abraçado (“colado”) a Magno Malta (PL). “Tem modelo por aí se anunciando como novidade, mas quando a gente vai conferir, descobre que de novo não tem nada. Quer uma dica? Poupe tempo e não pague pra ver…”, diz a legenda da postagem. 

Pazolini contra Ferraço

Lorenzo Pazolini, por sua vez, tem apontado para atual gestão comandada por Ricardo Ferraço, citando principalmente questões relacionadas à Segurança Pública, afirmando que o Espírito Santo é o Estado mais violento para mulheres no sudeste, e que a gestão estadual falhou na promessa de colocar o território capixaba entre os cinco mais seguros do Brasil. Pazolini também já cutucou o governo em entrevistas, dizendo que vai “fechar a torneira da corrupção”.

Estratégia de debate

Apesar disso, no primeiro debate eleitoral para o Governo do Estado, realizado nesta sexta-feira (18) pela TV Sim/SBT, Lorenzo Pazolini optou por direcionar suas perguntas não para Ricardo Ferraço – que seria, em tese, o seu principal rival -, e sim para Helder Salomão. Com isso, Pazolini conseguiu fazer críticas indiretas à gestão estadual, e sem contestação do governador. Ao mesmo tempo, de acordo com as regras do evento, Ferraço é quem acabava obrigado a questionar o ex-prefeito de Vitória, que sempre fica com a palavra final no momento da tréplica. 

UP contra terceirização

Enquanto isso, os outros dois candidatos a governador com menor capital político fazem o que podem para serem notados. Nesta semana, a campanha de Rafael Demuner (UP) foi visitada pela candidata a vice-presidente do partido, Raquel Brício. Na quarta-feira (16), Brício participou de um ato da UP em defesa da Saúde pública, em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) de Barcelona, na Serra. Recentemente, uma decisão judicial barrou a terceirização da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serra Sede. 

Breno Barcelos na rua

No caso do Missão, de Breno Barcelos, também existe a expectativa de que o candidato a presidente do partido, Renan Santos, visite o Espírito Santo antes da votação do primeiro turno. Por ora, Breno segue nas ruas. Sua agenda de campanha até a próxima segunda-feira (21) foca em diversos locais da Serra, o maior colégio eleitoral do Estado.

Euclério com Callegari

Na semana passada, o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), participou de um ato de campanha em Piúma, no litoral sul do Estado. Na ocasião, declarou com todas as letras que o seu segundo voto para senador vai para Callegari (DC), que, segundo ele, representa os “valores cristãos”. A declaração chama a atenção pelo fato de haver outras duas candidaturas ao Senado no grupo governista: Renato Casagrande (PSB) – presumivelmente, o primeiro voto do prefeito – e Rose de Freitas, que faz parte do mesmo partido de Sampaio, e teve que fazer muita força para se garantir na disputa.

Magno com Do Val

A campanha já teve outros episódios que mostraram possíveis preferências dos políticos que “traem” as alianças partidárias consolidadas. Em manifestação do 7 de setembro, Marcos do Val (Avante), que tenta a reeleição, apareceu ao lado de Magno Malta (PL) no trio elétrico – as candidaturas oficiais de senador do bloco da extrema direita são Maguinha Malta (PL), filha de Magno, e Evair de Melo (Republicanos). O próprio Do Val, porém, deixou claro que a participação no mesmo evento não significou declaração de voto por parte do líder do Partido Liberal no Espírito Santo.

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