Com grande influência da música negra que se mescla ao jazz e ao congo, Zé Moreira conseguiu montar um repertório diversificado e popular. O compositor se apresenta nesta sexta-feira (19), em Castelo, e no sábado (20), em Muqui, com músicas que contemplam seus dois discos, Feito a Mão (2000) e Padedê de Sararás (2012).
Seu mais recente trabalho, Padedê de Sararás, é resultado de diversas pesquisas por ritmos brasileiros, “a mistura do Jazz com as raízes populares do congo, do samba e do baião são mais sofisticadas neste trabalho”, explica o artista. A obra é assinada por Zé Moreira e pelo baterista e percussionista de renome internacional Robertinho Silva.

O músico explica o nome como uma fusão de dois termos que ilustram a pluralidade do seu trabalho. Padedê, uma versão abrasileirada de Pas de Deux, “representa o mundo erudito europeu das complexas harmonias e arranjos”, explica. Por outro lado, o complemento Sararás evoca a África, “minha maior referência musical”, completa.
“É a inspiração que manda no meu processo criativo eu me coloco como um instrumento, a música é quem manda”, conta Zé Moreira, que também é conhecido por musicar poesia. Como referências ele cita Gabriel García Marquez, Mia Couto e Monteiro Lobato. “A maioria da minha obra é cantada, acabo quase sempre me rendendo a poesia”, confessa.
Para os dois shows que fazem parte da Turnê de Circulação, projeto da Secretaria de Estado da Cultura, Zé Moreira e seu violão terão a companhia dos músicos Kako dinelli no baixo e Gabriel Ruy na bateria. O músico também irá ministrar oficinas de Jazz, em Muqui, às 16h, e em Castelo, às 17h, no mesmo lugar de suas apresentações. Assim como os shows, as oficinas serão gratuitas e abertas ao público.
As pequenas aulas de jazz serão feitas junto com a banda, com o intuito de mostrar a dinâmica desse gênero musical. “Será mais um bate-papo, basicamente vou falar da influência da “escola” jazzística nos meus shows e nas minhas composições”, diz Zé Moreira.
Serviço
Zé Moreira se apresenta esta sexta-feira (19), às 20h, no Theatro Sebastião Artênio Merçon, Centro, Castelo. E no sábado (20), as 20h30m, no Teatro municipal Neném Paiva, Muqui. Entrada gratuita.

