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Major capixaba é preso após condenação no STF por integrar trama golpista

Ângelo Denicoli, do Núcleo 4, estava em prisão domiciliar desde dezembro passado

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O Exército cumpre, nesta sexta-feira (4), mandados de prisão contra membros da corporação condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Entre eles está o major capixaba da reserva Ângelo Martins Denicoli, que recebeu pena de 17 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. Ele estava em prisão domiciliar desde dezembro passado.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Ângelo foi preso em Vila Velha. Os mandados também alcançaram Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente da ativa do Exército, e Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel da ativa, ambos encarcerados em Brasília (DF). Já Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva, e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, estariam foragidos.

Todos eles foram condenados por participação no “Núcleo 4 – Desinformação” da trama golpista. Também foram condenados no grupo Ailton Gonçalves Moraes Barros, major expulso do Exército, e Marcelo Araújo Bormevet, policial federal. O fim do processo e o início do cumprimento da pena foram decretados pelo STF em novembro de 2025.

Os integrantes desse núcleo foram acusados de mobilizar as estruturas de poder da Presidência de Jair Bolsonaro (PL) – também condenado pela trama golpista – para disseminar informações falsas sobre as eleições de 2022, na qual Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Ângelo Denicoli teve papel central na organização de documentos para atividades de desinformação nas redes sociais e na conexão entre os núcleos da trama golpista. A defesa tentou sustentar que o major capixaba “era um elemento técnico, não fazia trabalho político”. Apesar do argumento, Denicoli recebeu a maior pena do Núcleo 4: 17 anos de prisão, sendo 16 anos e seis meses de reclusão e seis meses de detenção, além de 120 dias-multa, cada dia multa no valor de um salário-mínimo.

Ao decretar a prisão domiciliar de Denicoli, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do STF, argumentou que havia “fundado receio de fuga do réu”. Nessa segunda-feira (6), a defesa do major capixaba ingressou com embargos infringentes contra a condenação.

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