Zé Maria Cola, eleito presidente da autarquia, esteve à frente da chapa de situação

Os candidatos de situação levaram a melhor na eleição do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), do Conselhos Regional (Crea-ES) e da Mútua – caixa de assistência dos profissionais do Crea –, realizada na sexta-feira (3). Zé Maria Cola foi eleito presidente do Crea-ES, com 57,79% dos votos válidos, contra 24,45% de Jorge Costa e 17,77% de Serjão Magalhães. Na nacional, Vinicius Marchese foi reeleito presidente do Confea com 67,23%. O próximo mandato será de 1º de janeiro de 2027 a 31 de dezembro de 2029.
O atual presidente do Crea-ES, Jorge Costa, que apoiou Zé Maria, foi eleito diretor-geral da Mútua no Estado, com 60,48%. Os demais integrantes da chapa são: Vinicius Terra, que alcançou 51,48% dos votos para diretor Administrativo da Mútua; e Monique Esteves, que recebeu 63,80% da votação para diretora Financeira da Mútua.
Dos 748,5 mil eleitores habilitados no Brasil, 141,1 mil (18,86%) participaram da votação, seguindo os altos índices de abstenção comumente registrados. No Espírito Santo, foram 6,1 mil votantes, 19,9% do total de 30,7 mil eleitores aptos. Foi a primeira vez que a eleição ocorreu pela internet, o que, segundo pessoas que acompanham as movimentações do Crea-ES, tornou o processo muito mais concentrado em campanhas pelas redes sociais. Ao mesmo tempo, quem já estava no comando teve mais acesso a redes de contato.
Candidato vencedor no Estado, Zé Maria ingressou como conselheiro estadual do Crea-ES em 2002, representando a Sociedade Espírito-Santense de Engenharia (SEE). Também já foi diretor-geral da Mútua (2006-2008) e ocupou cargos em outras gestões. Mais recentemente, foi gerente de Atendimento do Crea-ES, de janeiro de 2021 a março deste ano. A base política do atual presidente, Jorge Silva, da qual faz parte, tem forte apoio de entidades da Agronomia, lideranças do interior e parte significativa das entidades de classe que compõem o Colégio de Entidades Regionais (CDER).
Segundo colocado, Jorge Costa assumiu cargos no Sistema Confea/Crea-Mútua a partir de 2016. Ele foi presidente da SEE de 2017 a 2020, coordenador do Colégio de Entidades Regionais de 2019 a 2020, e superintendente do Crea-ES de 2021 a 2024. Na disputa deste ano, representou um grupo mais associado a servidores públicos e sindicatos.
Na semana passada, Costa esteve no lançamento da fábrica da GMW em Aracruz (norte do Estado), projeto articulado pelo Governo estadual, mas que pode ter impactos em terras indígenas. “Na nossa gestão, o CREA-ES estará cada vez mais próximo das grandes empresas e do setor público, criando pontes, facilitando o diálogo e contribuindo para que novos projetos que impulsionam o crescimento do Espírito Santo possam acontecer”, escreveu na ocasião.
O terceiro colocado, Serjão Magalhães, representou uma “terceira via” na disputa pela Presidência do Crea-ES, sendo mais associado ao setor empresarial. Vereador de Vitória entre 2009 e 2016, ele atualmente faz parte das diretorias do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon-ES) e da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Ele também foi conselheiro do Crea-ES entre 2016 e 2018. Durante a campanha, ele fez denúncias nas redes sociais sobre supostas irregularidades da atual gestão do Crea-ES.

