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Exclusão de deputado na Assembleia revela retaliação palaciana

A Assembleia vive um momento de manobras políticas que visam a excluir deputados que são considerados desafetos do governador Paulo Hartung (PMDB). Nesta terça-feira (24), a Casa define o novo corregedor e o cargo que estava na mão de Sandro Locutor (PPS), pode ser entregue a Hudson Leal (PRP).

Locutor precisaria do cargo para ganhar projeção. Isso porque ele faz parte da diretoria da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Uniale), como terceiro vice-presidente e tem planos de disputar a presidência. No próximo mês, ele planejava trazer um evento da entidade para o Estado e precisa de um cargo na Assembleia para ter peso político na entidade.

Por isso briga pela Corregedoria e precisa que o cargo seja ocupado logo. Há um movimento para dividir a legislatura entre e ele e Hudson Leal. Um acordo que não agradou o deputado do PPS. Locutor não acredita que daqui a dois anos a vaga esteja garantida.

Na Assembleia, os deputados pregam que há uma preocupação com o perfil de Sandro Locutor, com a corregedoria sempre foi um órgão corporativista, protegendo os deputados das denúncias que possam surgir contra o plenário, haveria uma preocupação com a autoproteção do plenário.

Esse discurso, porém, seria uma justificativa base do governo para encobrir a insatisfação do Palácio Anchieta com a indicação do deputado para o cargo. Isso porque antes de Sandro Locutor entrar na lista de desafetos do governador não havia esse tipo de animosidade com o deputado.

A ida dele para a corregedoria já havia sido costurada e a manobra para colocar Hudson Leal no pleito aconteceu recentemente, quando também surgiu o discurso de que Locutor não seria confiável. O deputado virou desafeto palaciano porque foi dele a autoria do requerimento sobre as viagens da primeira dama, nos governos anteriores de Paulo Hartung.

 

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