Entre as lideranças que são colocadas nos meios políticos como uma das possíveis postulantes ao governo do Estado em 2014, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) perdeu nesta eleição a oportunidade de ganhar musculatura para atuar mais fortemente no jogo político capixaba. Como embarcou nos mesmos palanques que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), acabou ofuscado nas articulações.
O desempenho de Ricardo Ferraço na eleição deste ano coloca em análise o que pode acontecer com o senador no futuro. Evidentemente, ele tem um trunfo na manga, que é o mandato até 2018, que o permite disputar em 2014 sem prejuízos eleitorais. O que preocupa os meios políticos são as condições políticas em que o senador vai chegar em 2014.
Hoje o grupo de Hartung já não tem hegemonia no PMDB e estaria em debandada do partido, mas Ricardo Ferraço, devido ao mandato no Senado, não poderia sair da sigla. Ele ficaria para trás e acabaria isolado no partido. Ameniza a situação dele a aproximação com o ex-senador Gerson Camata, um dos históricos do PMDB capixaba, mas não o torna uma pessoa querida no partido.
Mesmo que conseguisse se tornar o candidato do PMDB na disputa, Ferraço teria um outro problema, angariado na eleição deste ano. Das 15 prefeituras conquistadas pelo partido, nenhuma delas até agora tem peso no jogo político.
A menos que o jogo vire em Cariacica, no segundo turno, com Marcelo Santos, o partido sairá desgastado e teria que enfrentar um PSB fortalecido que não deve abrir mão da reeleição de Renato Casagrande.
Ricardo Ferraço que em 2010 conseguiu se destacar com o grande articulador político do período pré-eleitoral, quando disputava a eleição para o governo do Estado, conseguindo depois o respaldo da classe política para continuar na eleição daquele ano, sendo o mais votado ao Senado, mesmo depois de uma reviravolta, este ano perdeu musculatura.

