Sábado, 04 Dezembro 2021

Narrativas eleitorais

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Redes sociais

O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), que circula pelo Estado desde julho para tentar consolidar sua candidatura ao Palácio Anchieta, lançou mais uma bandeira eleitoral. Depois do "economista expert em gestão", estratégia que em muito se assemelha ao aliado Paulo Hartung (sem partido), agora ele anuncia pelo interior: "Quero ser o Gerson Camata da década de 80!". A referência tem sido feita em entrevistas e nas redes sociais, para emplacar a ideia de "governador municipalista", uma marca atribuída nessa época a Camata, assassinado em 2018, aos 77 anos, que também foi senador, deputado federal e estadual, e vereador de Vitória. Em uma dessas publicações, Audifax gravou vídeo ao lado da irmã de Gerson Camata, Neuza, em Marilândia (sul do Estado), cidade natal do ex-governador. Nessas visitas, ele tem explorado ainda espaços em programas de podcast locais, com longas entrevistas para vender seu projeto político, quando repete que o "Espírito pode muito mais" e "me sinto preparado", além de defender a eleição de "outra liderança", fora do eixo Hartung - Renato Casagrande (PSB). Nessa missão, diz que já visitou 40 municípios e completará os demais 38 até o dia 22 de dezembro próximo. As andanças resultarão num programa de governo, que Audifax entregará em cada cidade capixaba, com demandas específicas. Nas ruas, como se vê, a estratégia está cada vez mais montada e amarrada. Mas ainda falta o principal: garantir a vaga como cabeça de chapa!

Palanque indefinido
O ex-prefeito da Serra faz parte dos planos nacionais da Rede, que, até segunda ordem, só terá palanque no Estado e no Amapá. Mas dentro do grupo de Hartung, tem mais gente se movimentando para o mesmo cargo: o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (de saída do MDB), e o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos). A amarração final, que visa liquidar Casagrande, ainda parece longe de ser fechada.

Palanque indefinido II
E o que definirá isso, mais para frente? Sem dúvidas, a capilaridade eleitoral de cada um e as possibilidades de alianças. Até lá, todos correm para demarcar seu território e convencer, primeiro, o próprio grupo, depois, o eleitorado.

Caminho livre
A escolha do ex-procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, como desembargador do Tribunal de Justiça (TJES), é mais um capítulo da trajetória de poder que ele traçou até aqui, sem esbarrar em qualquer obstáculo, apesar de somar algumas polêmicas e embates públicos.

Caminho livre II
Eder cumpriu três gestões à frente do Ministério Público do Estado (MPES). No demais períodos, se manteve no topo da hierarquia, elegendo duas antigas aliadas: primeiro Elda Spedo e, mais recentemente, Luciana Andrade. Desta forma, o MPES seguiu sob sua alçada desde 2012.

Caminho livre III
Em 2018, pronto para disputar um quarto mandato no Ministério Público, ele abriu mão do projeto, depois de ter sido o primeiro a lançar candidatura. O recuo já era o início da empreitada para chegar ao Tribunal de Justiça. Apoiou e fez campanha para Luciana, que criou para Eder um cargo exclusivo, de relações externas. Daí em diante, ninguém mais tinha a menor dúvida: seria dele a próxima cadeira do desembargador. Bingo!

11 anos!
O julgamento do maior escândalo do Judiciário capixaba, a Operação Naufrágio, foi novamente adiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), desta vez para o início do próximo mês. O motivo foi a ausência de um representante da Procuradoria Geral da República (PGR) na sessão, após o subprocurador Carlos Frederico Santos surpreender e alegar impedimento para votar, "pois minhas filhas defendem um dos acusados". As informações são do jornal Estadão.

Na cadeira
O relator do primeiro processo do caso é o ministro Francisco Falcão. O Estadão lembra que um dos juízes acusados permanece na Corte até hoje: Robson Luiz Albanez, "pego em um grampo da PF em uma conversa com o advogado Gilson Letaif, o Gilsinho. No diálogo interceptado, o magistrado prometeu decidir uma ação em seu favor caso influenciasse pela sua promoção ao cargo de desembargador".

Na cadeira II
O jornal paulista prossegue: "A denúncia, recheada de grampos, não constrangeu os pares de 'Robinho', como é conhecido o magistrado. Em 2014, ele foi promovido a desembargador. No mês passado, foi eleito vice-corregedor do TJ para o biênio de 2022 e 2023. Ou seja, integrará o órgão responsável por apurar malfeitos de magistrados. Com o julgamento do STJ, seu cargo está ameaçado, já que os ministros vão analisar um pedido da PGR para afastar os magistrados citados de seus postos". A defesa de Albanez não respondeu ao Estadão.

Lista extensa
As denúncias da Operação Naufrágio, reunidas também em livro – Espírito Santo, onde a corrupção veste toga - de autoria dos fundadores de Século Diário, Rogério Medeiros e Stenka do Amaral Calado, envolvem venda de sentenças, loteamento de cartórios extrajudiciais, nepotismo e fraudes em concursos públicos. Com a sucessão de adiamentos, cinco investigados já morreram. Essa longa novela, para fatos tãos graves...como pode, hein?!

Nas redes
"Hoje perdemos uma grande liderança feminina do nosso Estado. Mariazinha Velozo Lucas fez parte da história política capixaba e deixa um enorme legado para nós mulheres. Meus sinceros sentimentos aos familiares e amigos". Jacqueline Moraes, vice-governadora do Estado, pelo PSB.

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Hartunguetes, para todo lado

Aridelmo Teixeira vende mais uma vez projeto de candidatura ao governo, engrossando bloco de PH para 2022
https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/hartunguetes-para-todo-lado

Emaranhado eleitoral

Casagrande até vai...mas Audifax Barcelos tem palanque irreversível ao governo do Estado?
https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/emaranhado-eleitoral

Audifax na estrada

Sem mandato e cotado para a disputa de 2022, Audifax sai das redes sociais e começa a rodar o Estado
https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/audifax-na-estrada

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Comentários: 2

Seu Madruga em Terça, 23 Novembro 2021 13:02

Não voto em candidato apadrinhado pelo imperador, esse aí do partido Rede, que nada mais é que puxadinho do PT, se acha o sabichão da política, olha o que seu companheiro de partido, senador Contarato, que ele fez campanha ferrenha, têm feito em favor do Estado, nada, não ganha nem para síndico.
No caso da “justiça” capixaba, é um escândalo atrás do outro, pelo jeito, só o Juiz Supremo, não estou falando desse nosso supreminho, dará o que merecem no Juízo Final.

Não voto em candidato apadrinhado pelo imperador, esse aí do partido Rede, que nada mais é que puxadinho do PT, se acha o sabichão da política, olha o que seu companheiro de partido, senador Contarato, que ele fez campanha ferrenha, têm feito em favor do Estado, nada, não ganha nem para síndico. No caso da “justiça” capixaba, é um escândalo atrás do outro, pelo jeito, só o Juiz Supremo, não estou falando desse nosso supreminho, dará o que merecem no Juízo Final.
VINICIUS DE AGUIAR CALOTI em Segunda, 29 Novembro 2021 07:26

Contarato, um senador do centro político é um dos melhores senadores por esse estado. Marcos do Val e Rose de Freitas são horrorosos. Maligno Malta está articulando um retorno aí...

Contarato, um senador do centro político é um dos melhores senadores por esse estado. Marcos do Val e Rose de Freitas são horrorosos. Maligno Malta está articulando um retorno aí...
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