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Sábado, 08 Mai 2021

‘Não sentamos com a Frente e não sentaremos’, afirma secretário Tyago Hoffmann

“Não sentamos com a Frente nessa reunião e não sentaremos. Recebemos única e exclusivamente as entidades militares”. A fala, do secretário de Estado de Governo (SEG), Tyago Hoffmann, refere-se à reunião realizada na noite desta quinta-feira (13) no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, entre representantes do governo do Estado e as entidades representativas dos policiais e bombeiros militares. 



O objetivo foi conhecer a posição das entidades para o reajuste salarial em negociação para todas as categorias da segurança pública capixaba. “A reunião foi de retorno, para as entidades apresentarem sua contraproposta após a reunião que tivemos, com as mesmas entidades, na sexta-feira [7]”, explica o secretário.



A contraproposta será analisado pelas equipes técnicas das secretarias de Gestão e Planejamento. O retorno, estima Tyago Hoffmann, deve acontecer depois do Carnaval. 



Após quatro anos de ausência absoluta de diálogo com o governador anterior, Paulo Hartung, a gestão de Renato Casagrande abriu a mesa de negociação, propondo reajuste anual de 4% pelos próximos três anos, mais três reposições da inflação, que em dezembro de 2019 foi de 3,5%. 



Aceitaram os valores três sindicatos: dos Policiais Civis, dos agentes socioeducativos e dos inspetores penitenciários (Sindipol, Sinases e Sindaspes). Já as entidades representativas dos policiais e bombeiros militares, além de delegados e investigadores de polícia, não aceitam os percentuais e exigem, no mínimo, 12% ao ano até 2022, totalizando pelo menos 36%, fora a reposição inflacionária. 



Reunidos na chamada Frente Unificada pela Valorização Salarial dos Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares, dois sindicatos e seis associações tentaram ser recebidos na Fonte Grande nesta quinta-feira, mas apenas os representantes das cinco associações de policiais e bombeiros conseguiram entregar a contraproposta. São elas: Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas de Militares do Estado (Aspomires); Associação dos Bombeiros Militares do Estado (ABMES); Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACSPMBMES); Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar (Asses); e Associação dos Oficiais da Polícia Militar (Assomes).



'Não houve reunião'



Do lado de fora do Palácio, em um carro de som, o Coronel Marco Aurelio Capita, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (Assomes), após sair da reunião com os secretários e demais militares, falou aos manifestantes que aguardavam em vigília. “Não houve reunião!”, afirmou, explicando que, na impossibilidade de todos da Frente serem recebidos pelo governo, os miliares apenas entregaram a contraproposta aos secretários e aguardam o retorno.



Na manhã desta sexta-feira (14), adiantou, postura semelhante deve ser adotada pelos delegados, durante reunião do secretariado com o Conselho de Polícia Civil. “Eles não devem nos receber também, então os delegados não farão reunião, apenas vão entregar a proposta, que é a mesma", expôs. 



“O Conselho de Polícia não é entidade policial. É uma entidade de Estado, de governo, onde todos os delegados recebem gratificação para participar. Não podem exigir que a Frente participe”, afirmou Tyago Hoffmann, repetindo: “o governo não negocia com a Frente. Respeitamos e reconhecemos a Frente como uma estratégia de negociação interna das entidades. Não vamos intervir nessa estratégia, mas eles não podem obrigar o governo a negociar com eles”, pontuou.

A barbárie entre nós

Como se não bastassem os altos índices de violência, resultantes de causas das mais diversas, mas sempre relacionados a desigualdades sociais, assistimos - e já se tornam corriqueiros -, atos de pura barbárie cometidos por indivíduos encarregados de zelar pela paz e o bem-estar da sociedade. Nesse cenário de temor, o capitão presidente segue à frente protagonizando o espetáculo de contínua degradação do País, tornando natural práticas inaceitáveis ao convívio social.   



A ligação do capitão presidente e seus familiares com milicianos, as investigações em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ataques ferinos e furiosos a adversários políticos e a jornalistas e as relações espúrias com o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, exibem alguns dos vários traços marcantes da engrenagem de terror atual, de bandidos e falsos heróis. 



Trazem para a realidade do dia a dia a “arminha” símbolo da campanha que o elegeu e colocam a descoberto índoles criminosas, muitas delas acobertadas por falsa religiosidade de lideranças de igrejas e outras “pessoas de bem” defensoras da meritocracia, hipócrita e desigual. 



Esquecendo o dar a outra face, como fez o Cristo, pregam o “dente por dente, olho por olho” do Código Hamurabi, também citado no Antigo Testamento bíblico, há milênios sepultado. Desse modo, não só enveredam no antigo caminho da barbárie, mas, com maior gravidade, espalham o medo e estimulam as mesmas práticas. 



Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de terça-feira (11), milhares de pessoas assistiram a um espetáculo deprimente protagonizado pelo deputado Capitão Assunção (PSL), oficial da Polícia Militar e aliado de primeira hora do capitão presidente. 



Demonstrando falta de controle emocional e ignorando as normas de decoro parlamentar, xingou o secretário de Segurança, Roberto Sá, de “desgraçado”, mandou-o “aos quintos dos infernos”, ofendeu entidades e movimentos em defesa dos direitos humanos e jornalistas e pediu a morte do assassino de uma garotinha de três anos.



E ainda relembrou pronunciamento que fez em setembro de 2019. Na ocasião, ele ofereceu R$ 10 mil a quem matasse o assassino de uma jovem, ocorrido em Cariacica, que provocou abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar na Corregedoria Geral da Assembleia. Cinco meses depois, o processo permanece parado, da mesma forma que as ofensas e chamamento à violência repetido mais uma vez. 



Exceção à fala do líder do governo, deputado Eustáquio de Freitas (PSB), em defesa do secretário, na terça-feira o plenário calou-se. Entre os demais, nenhuma reação, pois afinal quem ousaria propor a tomada de providências diante de tamanha fúria? Até mesmo porque, um eventual processo teria como destino a gaveta, como acontece com a apuração da quebra de decoro para apurar a oferta de recompensa de R$ 10 mil a quem cometesse um crime de morte. Nesse caso, fala mais alto o corporativismo entre os colegas deputados. 



A indignação pela morte da jovem em Cariacica, em setembro, e da garotinha, neste mês, causa indignação a todos, que clamam por justiça e punição dos criminosos. No entanto, desconhecer as leis vigentes no País e afrontá-las com estímulos a mais violência é tornar o ar irrespirável e penetrar em cenários sombrios da criminalidade. Matar por matar, fora de um confronto, é caminho sem volta. 

Oposição diz que Lelo quer se manter na direção do MDB estadual pelo 'tapetão'

Em mais um lance da batalha que se arrasta desde 2019 pelo controle do MDB no Espírito Santo, o deputado José Esmeraldo ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (12) para tachar de “covarde” os integrantes da chapa “MDB Independente”, liderada pelo ex-deputado Lelo Coimbra, atual presidente da Executiva no Estado, afirmando que “eles querem ganhar no tapetão”. A eleição está prevista para este domingo (16). 

Mulheres capixabas querem ampliar participação no setor audiovisual

Os números de levantamentos são bastante explícitos sobre a produção cinematográfica no Brasil. A maioria das obras do audiovisual nacional é dirigida por homens. Homens brancos, de classe média ou alta, etc. O cenário começou a mudar aos poucos nas últimas décadas, mas de forma bem controlada, isso se não houver aquele famoso “pé na porta” de quem vem sendo historicamente excluído de participar do setor.

Não queremos caos, e sim diálogo, afirmam entidades sobre proposta de Casagrande

Reajuste anual de 4% pelos próximos três anos, além de reposição inflacionária anual em torno de 3,5%. Não é suficiente, mas é o início de um diálogo que abre caminho para outras pautas trabalhistas, historicamente negligenciadas pelo Palácio Anchieta, e preservam a sociedade capixaba de episódios de instabilidade severa e aumento da violência, como o que ocorreu durante o movimento paredista a da Polícia Militar em fevereiro de 2017. 



A avaliação é unânime entre as três entidades que afirmaram estarem de acordo com a proposta do governo do Estado para os operadores da Segurança Pública, conforme anunciado nas redes sociais pelo delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Santos Arruda, na última sexta-feira (7). 



Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), o Sindicato dos Inspetores Penitenciários do Espírito Santo (Sindaspes) e o Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Espírito Santo (Sinases), o pequeno reajuste proposto pela gestão de Renato Casagrande destrava uma inércia acumulada de quatro anos, durante todo o governo de Paulo Hartung, em que não houve qualquer diálogo voltado ao atendimento das necessidades de nenhuma categoria do setor. 



“Nós sabemos que esse índice não é satisfatório. Mas o governo mostrou que abriu o diálogo, que ficou fechado por quatro anos. Tem algum sentido a gente negar isso, criar um desgaste, ficar meses desgastando a categoria, a sociedade, fazendo movimento, operação-padrão pra ter um percentual um pouco melhor e fechar as portas pra outras demandas? Na minha visão não tem sentido nenhum criar esse embaraço”, assevera Humberto Mileip, diretor de Relações Institucionais do Sindipol/ES, lembrando ainda que, durante o governo anterior, a entidade, na ausência de diálogo, realizou inúmeras vistorias em unidades da Polícia Civil que geraram interdições e reformas em diversas delegacias e serviços médicos legais. E até um pedido de impeachment de Paulo Hartung. 



O diretor cita ainda as outras demandas da categoria junto ao governo, algumas já atendidas e outras que receberam o compromisso de ter sua implementação analisada. Segundo Mileip, a equipe de Casagrande já acertou a legislação que reconhece direitos daqueles acometidos por moléstias graves e doença ocupacional, equiparando aos casos de acidente de trabalho, semelhante ao que já ocorre com a PM. E também ajustou acordo para fazer pagamento de contingenciamento, aguardado há vinte anos pela PC. 



Os próximos passos incluem incorporação da escala especial, reconhecer o nível superior dos agentes, implementar a contagem do tempo na segurança pública para adequação na tabela de referências, e incluir os policiais civis no atendimento dentro do Hospital da Polícia Militar (HPM). “O governo vai sentar pra conversar sobre tudo”, garante.



Consequências 



No Sindaspes, o entendimento é semelhante. “Há cinco anos que o funcionalismo público está numa situação muto complicada. O reajuste proposto pelo governo é muito baixo, mas é um primeiro passo, nós já estamos trabalhando pra melhorar”, afirma o presidente da entidade, Rhuan Karllo Alves Fernandes. 



“É legítima a luta por um reajuste maior, mas quando você recusa, toda ação tem consequências, pra categoria e pra sociedade. Então a gente não quer o caos, a gente está aberto ao diálogo, temos outras pautas com o governo”, explana, destacando a criação da Polícia Penal do Espirito Santo. 



Um projeto de lei nesse sentido já foi elaborado e protocolado na Assembleia Legislativa em dezembro passado, explica Rhuan, e deve seguir a tramitação regular. Já a criação da escala especial dos inspetores penitenciários deve ser tratada ainda essa semana com o governo do Estado.



“Nossa maior preocupação é com a sociedade, porque no fim das contas, quem paga é a sociedade, numa crise da segurança pública. Qualquer tipo de ação mais agressiva, a gente sabe como começa e não sabe como termina. Por isso nossos canais de diálogo estão sempre abertos”, argumenta. 



No Sinases, o presidente Bruno Menelli Dalpiero ressalta uma conquista histórica dos agentes socioeducativos. “Pela primeira vez, um governo do Estado nos reconhece como uma categoria da área de segurança pública”, afirma. 



“Nossa categoria é totalmente diferenciada da PM e da PC. Os agentes nunca foram considerados nem segurança, nem educação, nem direitos humanos, ficamos sempre no limbo do sistema. Nos últimos anos temos levantado a bandeira da segurança pública e isso foi reconhecido pelo governador Renato Casagrande”, explica Bruno. 



Sobre o reajuste de 4% anual mais reposição da inflação, o Sinases também entende ser pouco, mas “minimiza o sofrimento com o governo passado, de Paulo Hartung”, contextualiza, citando também demandas que ainda serão abordadas, como a redução da carga horária, aumentada pela gestão anterior de Casagrande de 160 para 192 horas. “É a maior carga horária do Brasil”, reclama.



"Respeitamos a decisão das demais entidades porque não conhecemos a realidade deles”, acentua, referindo-se à negativa das entidades ligadas à Frente Unificada pela Valorização Salarial dos Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares. “O que a gente espera é que tudo chegue a um denominador comum, que é bom pro Estado, para os servidores e para sociedade”, roga. 



Representatividade legal



Para além do sentimento de preservação da sociedade e do reconhecimento da abertura de uma negociação, após tantos anos de ausência de diálogo com o governo do Estado, o Sindipol/ES ressalta ainda o aspecto da representatividade legal das entidades que anunciaram aceitar a proposta de reajuste salarial de Casagrande. 



“Por que o governo tem toda a razão de receber só a Polícia Militar [em reunião sobre a recomposição salarial]? Porque nós representamos todos os cargos da Polícia Civil”, assevera, segundo ele, baseado em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) firmada há cerca de quatro anos. A partir dessa decisão, argumenta, a representatividade do Sindipol é soberana, apesar da existência dos sindicatos de investigadores e delegados. “É coisa julgada e definida pelo STF”, ratifica. 



Mileip também enfatiza a necessidade de união de todas as categorias da segurança pública e de que o percentual proposto pelo governo seja válido para todos, sem haver reajustes diferenciados. “Em todos os estados em que se criou um abismo entre os salários de delegados e os servidores da base da polícia, a investigação piorou muito. No Espírito Santo, isso está mais nivelado: os salários no final da base são um pouco superiores que os de início da categoria de delegado, há um certo equilíbrio, o que faz com que haja uma boa relação dentro da Polícia Civil. Não é à toa que o Espírito Santo tem um dos melhores índices de resolutividade de homicídio. A média nacional é de 8% e a nossa é de mais de 40%”, ilustra. 

Festa do PSB marca a arrancada de Chicão em Conceição da Barra

O prefeito de Conceição da Barra, Francisco Bernhard Vervloet, o “Chicão”,  é a estrela da festa que o PSB, partido comandado pelo governador Renato Casagrande, promove nesta quinta-feira (13) no município, menos de um mês depois de superada a ameaça de sua perda de mandato, suspensa por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Caminhada dos Zumbis Contemporâneos abre inscrições para 10ª edição

A Caminhada Noturna dos Zumbis Contemporâneos completa este ano sua 10ª edição no município da Serra, percorrendo 18 km de Serra Sede até o distrito de Queimado, onde aconteceu a mais importante rebelião de negros escravizados no Espírito Santo. O evento acontece no dia 21 de março, lembrando dos 171 anos da insurreição.

Aplicativo orienta sobre redução da conta de energia com placas fotovoltaicas

“Quanto posso economizar instalando energia solar na minha casa/empresa? De quantas placas fotovoltaicas preciso? Em quanto tempo recupero o investimento?” Perguntas como essas, elementares para quem tem curiosidade ou vontade de adotar a energia solar, podem ser respondidas facilmente pelo aplicativo Solares On, elaborado pelo Solares, projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 



Idealizado há um ano, teve seu lançamento oficial durante o Startup Summit, em dezembro passado, após fazer estreias preliminares em outros eventos, como a MecShow e a Fenergia. A disponibilidade na play store da Google teve início em novembro, local onde ele ainda pode ser baixado gratuitamente em celulares e tablets. 



Depois de baixado, o usuário só precisa ter sua conta de energia em mãos. “O aplicativo pede ao usuário a cidade onde ele vive e o quanto paga de energia mensalmente, e retorna diversas informações como: investimento necessário, tempo de retorno, área de telhado necessária, entre outras. Com isso, o usuário pode ter uma melhor noção das vantagens e desvantagens de se instalar um sistema fotovoltaico em casa”, explica o gerente Ongrid do Projeto Solares, Guilherme Goes.



Nesses poucos meses de funcionamento o Solares On tem tido boa avaliação dos usuários, comenta Brenda Bastos, diretora-geral do Projeto Solares. “Nos eventos onde expomos o Solares On e na play store temos recebido comentários e resenhas positivas”, diz. 



A economia no valor da conta mensal, com a energia fotovoltaica, pode chegar a 95%, mas o percentual depende do consumo da residência, da intensidade solar anual, entre outras variações, comenta Brenda. 



Rafael Castro, um dos fundadores do Solares, hoje especialistas em energia fotovoltaica, explica que quanto mais cara a conta de energia, mais rápido é o tempo de retorno do investimento feito (payback). 



Numa tentativa de exemplificar com valores mais próximos da realidade, Rafael diz que, em média, para uma fatura de R$ 200 mensais, o investimento inicial seria em torno de R$ 15mil, e o payback simples – sem outros indicadores e peculiaridades – seria de seis anos.



Já em faturas de mil reais, a instalação do sistema solar custaria em torno de R$ 40mil, com payback simples de pouco mais de três anos – “um excelente investimento”, classifica Rafael. “A fatura é cinco vezes maior, mas o custo do sistema menos de três vezes maior”, compara. 



Importante ressaltar, acentua o especialista, que o sistema é feito para durar e gerar energia por mais de 25 anos. “Mesmo com o decréscimo de desempenho, há economia no valor da fatura ao longo de todo esse tempo”, diz. 

 

‘Quase na hora’

Reação no tempo certo

Galhofa e gestão pública são duas coisas que não podem se misturar, sob risco de resultar em situações desagradáveis, gerando, em consequência, retrocessos prejudiciais à sociedade. No entanto, para aumentar o cenário nebuloso que o País atravessa, o presidente Jair Bolsonaro segue cometendo suas tiradas, muitas vezes querendo parecer engraçado. Não consegue, pois seu despreparo para a importante função que exerce vem logo à tona. 



Foi o que aconteceu quando, na semana passada, ele anunciou um "desafio" nas imprensa e redes sociais, dizendo que aceitaria reduzir o preço dos combustíveis se os governadores deixassem de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) do setor. A reação do governador Renato Casagrande, que a tachou de "blefe", “factoide” e “superficial”, veio de pronto, e no tempo certo, juntamente com outros governadores, que a reafirmaram ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nessa segunda-feira (10).



A fala presidencial, dita em um momento de extrema gravidade em decorrência da greve dos trabalhadores da Petrobras, é mais uma demonstração de que Bolsonaro se encontra perdido quando se trata de assuntos relacionados diretamente à áreas essenciais ao bem-estar da população, principalmente a econômica. Isso ficou patenteado durante a campanha eleitoral de 2018, mas, além disso, há outro componente nessa massa: as notícias falsas. 



O presidente está alardeando, com o apoio de mídia tradicional e conservadora, que a economia está melhorando, baseado em dados do ministro da área. Exalta a situação atual do País, apesar da alta evasão de divisas, a estagnação do Produto Interno bruto (PIB), o fechamento de empresas, o preço dos combustíveis e o aumento do desemprego, da informalidade e do subemprego, sem garantias e com direitos sequestrados pela reforma da Previdência. 



Nesse contexto, ao retrucar a fala de Bolsonaro, que evidenciou ainda a tentativa de querer colocar a população contra os governadores, Casagrande se destaca ao convocar o "debate técnico responsável", canal apropriado para a abordagem de qualquer questão importante para a sociedade.



Uma reação que deveria merecer a atenção de outras lideranças políticas, muitas vezes envolvidas, única e exclusivamente, em seus interesses pessoais. 

Gurus e Curandeiros – parte XVIII

Timothy Leary ganhou fama como uma espécie de guru do LSD. Psicólogo dos EUA, atravessou a era hippie e foi um dos ideólogos do uso de psicotrópicos na psicologia e nos meios de alcançar uma nova realidade. Leary, ao se tornar um militante do uso de psilocibina, e depois de LSD, no campo terapêutico e experimental da psicologia, passou a ser um dos mentores principais da contracultura dos anos 1960.

Apreciadores de nuvens

Por que não criam um anti-Nobel para os maiores poluidores? (sem o R$ milhão e meio)

Em 'Fenda e Vulcão', a literatura feminista de Cora Made

"Eu sempre tive uma queda pela literatura", diz Cora Made, escritora nascida em Guarapari. Os professores na escola estimulavam a contação de história e suas tias liam bastante. "Então eu basicamente nasci vendo as pessoas lerem". Aos 10 anos, começou a ler Carlos Drummond de Andrade, um dos grandes mestres da poesia brasileira. Daí para a escrita foi um pulo.

Moradores do Centro querem gestão participativa do Mercado da Capixaba

A proposta de um Projeto Popular e Comunitário de Gestão do Mercado da Capixaba será apresentada nesta quarta-feira (12), às 19h, na sede da Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi) na Praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória. Com isso, moradores do Centro e cidadãos de Vitória buscam apresentar propostas para um modelo de gestão participativo sobre o mercado, que é um edifício histórico prestes a ser restaurado.

Sergio Majeski quer reduzir número de assessores na Assembleia Legislativa

De posse de dados que comprovam uma economia de R$ 2,1 milhões trabalhando com equipe reduzida de assessores, de 2015 a 2019, o deputado estadual Sergio Majeski (PSB) colocou em tramitação na Assembleia Legislativa (Ales) o Projeto de Resolução PR 002/2020, visando reduzir o número de assessores nomeados nos gabinetes dos parlamentares.



Atualmente, mesmo com cada deputado podendo nomear até 19 assessores comissionados no gabinete, Majeski trabalha com apenas nove. Sua proposta modifica a resolução vigente, diminuindo em 25% o sistema de pontuação que define o critério e o limite máximo para nomeações, gerando economia de dinheiro público.



“Desde quando assumi o mandato, trabalho com equipe reduzida de assessores. Coloquei em prática o que acho que é certo e, novamente, apresento um projeto para diminuir o número de servidores comissionados em todos os gabinetes. É muito importante garantir eficiência, economia e o bom uso dos recursos públicos”, destaca Majeski.



O parlamentar faz um cálculo, caso o projeto seja aprovado. “Imagina este valor multiplicado pelos 30 deputados? Seriam mais de R$ 63 milhões em recursos economizados na Assembleia, em cinco anos, que poderiam ser utilizados em atividades e serviços essenciais à sociedade, como Educação, Saúde e Segurança, dentre outros. E não é suposição. É possível, sim, trabalhar com equipe reduzida e qualificada”, completa Majeski.



Ele explica que levando em consideração o orçamento do Governo do Estado para 2020, o valor de R$ 63 milhões, que poderia ser economizado com o pagamento de servidores comissionados nos gabinetes da Ales, daria para custear ações e programas essenciais para as 477 escolas da rede estadual. Entre eles, o Desenvolvimento Integrado de Esporte e Cultura (R$ 5 milhões), o Programa Estadual de Gestão Financeira Escolar (R$ 32 milhões) e a Manutenção e Regularização Imobiliária das Escolas de Ensino Fundamental e Médio (R$ 26 milhões).

 

Mensagem sobre greve da PM no Carnaval não é de autoria de Século Diário

É falsa a autoria dada a Século Diário ao post “A Polícia Militar do ES vai parar!”. A mensagem começou a circular nessa segunda-feira (10) nas redes sociais, usando indevidamente a logomarca do jornal e com um link que direciona o internauta para a nossa página inicial. 



Diferentemente do que diz o post (veja na íntegra abaixo), Século Diário não mencionou, em nenhum momento, qualquer possível aquartelamento da Polícia Militar durante o Carnaval de 2020. 



A cobertura jornalística de Século Diário sobre a mobilização dos servidores da segurança pública junto ao governo do Estado em favor do reajuste salarial noticiou, nas matérias mais recentes, a reunião da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (Ales) com a Frente Unificada de Valorização Salarial dos Policiais Militares, dos Policiais Civis e dos Bombeiros Militares, nessa segunda-feira (10), e também o repúdio das entidades que formam a Frente Unificada diante do anúncio feito na última sexta-feira (7) pelo delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Santos Arruda, de que teria acordado com um sindicato do setor o reajuste de 4% ao ano durante os próximos três anos. 



A coluna Socioeconômicas também abordou o tema, repercutindo um vídeo divulgado pela Frente Unificada na última quinta-feira (6) em que os representantes das entidades citam estratégias de mobilização para a mesma reunião na Comissão de Segurança da Ales e também para o período de Carnaval - este sem entrar em detalhes - , caso não seja possível entrar em um acordo com o governo estadual. 



Em nenhum momento, no entanto, Século Diário afirma que haverá um novo aquartelamento ou greve da PM. 



Confira abaixo a Íntegra da mensagem falsa:



“A POLÍCIA MILITAR DO ES VAI PARAR!



Segundo informações, Oficiais e Praças da PMES já estão se mobilizando para um novo aquartelamento antes do carnaval brasileiro.



Vitória/ES, 10 de fevereiro de 2020.



Insatisfação e desânimo! Estes são os sentimentos compartilhados por Oficiais e Praças da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo após o tão esperando “aumento” ser proposto pelo atual governador Renato Casagrande.



Após anos sem reajustes, onde o entra e sai de governo nada fazem, culminando com o pior salário policial do país, a PM promete novamente parar como forma de chamar a atenção de autoridades e sociedade civil.



A poucos dias de uma das maiores festas do Brasil, o carnaval, um novo aquartelamento da PMES causaria o caos no Estado, fato vivido recentemente no ano de 2017.



Caso o governador não reveja a proposta apresentada, poderemos sofrer um novo “fevereiro de 2017”, sendo que o chefe de Estado está ciente disso.



Enquanto membro da sociedade, tenho fé de que tudo se resolverá da melhor maneira possível e, governo e PM entrem em um acordo, evitando assim uma nova guerra civil no ES. 



Fonte: https://seculodiario.com.br/public/jornal


 

Vereadores investigam denúncia de improbidade contra prefeito de Alegre

O prefeito de Alegre, José Guilherme Gonçalves Aguilar (PSDB) - Zé Guilherme - foi denunciado por improbidade administrativa, podendo ser afastado do cargo por 180 dias, caso a Comissão Processante formada na Câmara de Vereadores, nessa segunda-feira (10), rejeite a argumentação de sua defesa. 

Casagrande mantém posição e defende debate sobre preços dos combustíveis

Apesar do tom conciliador do ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito da tributação dos combustíveis, o governador Renato Casagrande manteve, nesta terça-feira (11), em Brasília, sua posição de que o tema é importante e exige um debate técnico responsável. A declaração, feita durante o 8° Fórum Nacional dos Governadores, faz referência ao impasse registrado na última semana envolvendo o presidente Jair Bolsonaro.



Em meio à greve dos petroleiros, Bolsonaro disse que aceitaria reduzir o preço dos combustíveis se os governadores deixassem de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) do setor.  A fala do presidente gerou reação de Casagrande, que a tachou de "blefe", “factoide” e “superficial”. O governador disse que segue aberto à discussão do tema.



Guedes justificou a fala do presidente da República, afirmando que não diz respeito à redução imediata do preço dos combustíveis. “Acho que em casa que falta pão todos brigam e ninguém tem razão. O governo federal tem suas dificuldades, os governos estaduais têm suas dificuldades. As manifestações políticas são normais”.



O ministro acrescentou que o presidente, quando fala isso, está dizendo: ‘olha, dentro do preço do combustível, tem muito peso no imposto aí’. Então, quando ele faz uma convocação dessa [para redução do ICMS dos estados], olha eu abaixo aqui, vocês abaixam aí. Não é instantâneo”. 



O governador Renato Casagrande reiterou, no entanto, que a forma como o assunto foi lançado causou um impacto imediato. "Em nenhuma hora foi explicado que era uma condição de longo prazo. O ministro Paulo Guedes disse que ninguém pode abrir mão de receita imediatamente. Com o Pacto Federativo vai ter o fortalecimento dos estados e municípios, além da aprovação da reforma tributária”, opinou.



Para ele, a “interpretação dada pela sociedade é de que o presidente Bolsonaro estava fazendo um desafio para que fosse imediato". A avaliação do ministro Guedes, completa, "é um convite para que a gente possa achar um caminho no médio e longo prazo". Na visão de Casagrande, nem a União nem os estados podem abrir mão de receitas”. 



“Primeiro, quero registrar a forma e a metodologia superficial usada pelo presidente em um tema tão importante, tentando colocar a população contra os governadores. Segundo, a nossa posição é clara: a União fica com 68% dos tributos do País, detém a política de preço dos combustíveis, além de emitir títulos. Se alguém pode resolver, é a União. Nós devemos estar à disposição do Governo, se vier de forma equilibrada, debatendo com responsabilidade fiscal. Que esse assunto seja debatido no âmbito da reforma tributária”. 

Policiais e bombeiros mantêm mobilização e cobram reunião com o governo

A Frente Unificada pela Valorização Salarial dos Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares divulgou nesta terça-feira (11) uma “nota à sociedade sobre a responsabilidade do governo na resolução da crise com os policiais civis, policiais militares e bombeiros militares”. O comunicado é uma reação à não confirmação, pelo governo do Estado, em receber as entidades nesta quinta-feira (13). 



Uma possível reunião com o secretário de Estado de Economia e Planejamento (SEP), Álvaro Duboc, foi aventada durante reunião na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (Ales) nessa segunda-feira (10). Nesse dia, cerca de 1,5 mil militares e civis compareceram à Casa e, depois, realizaram uma passeata, com cartazes e faixas, exigindo diálogo com o governador Renato Casagrande para uma negociação que atenda ao pleito dos servidores de segurança pública. 



O mesmo contingente de servidores é esperado para a nova concentração, em dois dias, em frente ao Edifício Fábio Ruschi, no Centro de Vitória, sede da SEP, na expectativa de uma reunião com o executivo.



Em vídeo compartilhado nas redes sociais, os líderes da Frente Unificada convocam os policiais e bombeiros a, novamente, compareceram em massa ao ato. 



Na nota, a Frente afirma que “não aceitará qualquer tentativa de fragmentação em reuniões e negociações”, referindo-se aos diálogos estabelecidos pelo secretariado de Casagrande e pelo delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Santos Arruda, com o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES). 



“O governador Renato Casagrande tenta querer ‘eleger’ esta ou aquela entidade de classe para impor unilateralmente o reajuste de 4% ao ano, sendo este já rejeitado à unanimidade pelos milhares de associados das entidades de classe que compõem a Frente e pela alta cúpula das instituições policiais”, criticam as entidades. 



“É fundamental que o governador, pessoalmente, receba os integrantes da Frente Unificada de Valorização Salarial em uma postura de respeito institucional para resolver com uma solução adequada o pleito legítimo que é a recomposição salarial linear das categorias integrantes do movimento”, exortam. 



Investigação 



Também nesta terça-feira (11), duas das entidades que compõem a Frente, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (Sindepes) e a Associação dos Delegados de Polícia do Espírito Santo (Adepol/ES), realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em que decidiram manter a recusa à proposta do governo do Estado de conceder reajuste de 4% ao ano nos próximos três anos, mais recomposição inflacionária anual. 



A proposta foi anunciada na última sexta-feira (7) em vídeo nas redes sociais pelo delegado-geral José Darcy Arruda, após tratativas com o Sindipol/ES e foi motivo de intenso repúdio pelas entidades da Frente Unificada, especialmente as duas que representam os delegados. 



A AGE deliberou pela expedição de um ofício ao governador Renato Casagrande, ressaltando “a ausência de qualquer legitimidade por parte do delegado-geral e do Sindipol em falarem pela categoria dos Delegados de Polícia, que à unanimidade recusaram esta proposta absolutamente inaceitável para recomposição de nossa remuneração”.



No ofício, a Adepol e o Sindepes anunciam a instauração de processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar “a conduta do sindicalizado delegado de Polícia José Darcy Santos Arruda”, já que o mesmo decidiu unilateralmente sobre assuntos que dizem respeito aos delegados de polícia, cujas entidades representativas, legalmente registradas, são a Adepol e o Sindepes. 



"A recusa em dialogar com nossas entidades de classe”, explanam, “acaba convergindo com prática ilegal e que ofende os pressupostos da legitimidade estabelecidas às entidades de classe respectivas, as quais possuem total apoio do Conselho de Polícia Civil”. 



A atitude de José Darcy, frisam as duas entidades, caracteriza “grave transgressão ética”, que “pode resultar em pena de expulsão dos quadros da entidade, respeitados os princípios do contraditório e ampla defesa”. 



Operação-padrão 



A AGE também discutiu sobre a “aplicação de medidas de 'operação-padrão’ já pré-estabelecidas a serem brevemente anunciadas, caso não haja evolução das negociações na quinta-feira, dia 13/02/2020”. 

 

‘Renova, Vale e Samarco devem satisfação à sociedade capixaba’, critica Enivaldo

“Eu gostaria de ressaltar aqui que é importante a liberação desses recursos, mas a Renova continua devendo satisfação à sociedade capixaba, a Vale a Samarco, porque nós precisamos de recursos pra pagar os pescadores, pra pagar os proprietários rurais que foram atingidos e pra recuperar a saúde de muitas pessoas que estão convivendo continuamente com essa lama tóxica que está causando problemas de toda ordem na região”. 



A fala é do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) e foi feita na sessão desta terça-feira (11) da Assembleia Legislativa, em referência ao anúncio feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) na última sexta-feira (7), da quantia de quase R$ 500 milhões que será repassada ao Estado do Espírito Santo, conforme aprovado pelo Comitê Interfederativo (CIF) – instância criada para fiscalizar as ações da Fundação Renova voltadas à reparação e compensação dos danos do crime da Samarco/Vale-BHP.



No vídeo postado em suas redes sociais, o governador informa que serão R$ 365 milhões para o asfaltamento de três estradas em Linhares e R$ 94 milhões para investimentos em escolas estaduais e municipais de municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, em 2015. 



“Eu não quero ser injusto e quero cumprimentar a Renova, mas gostaria que a Renova liberasse recurso pra construir corações, pra recuperar emoções, pra recuperar a saúde e pra recuperar a dignidade dos pescadores e dos produtores. Porque a empresa precisa estabelecer nas suas relações também sensibilidade. A Vale e a Samarco têm que ter amor pela população. Eles não podem ter amor só pelo dinheiro. Eles não podem comprar as pessoas através de atitudes como essa”, criticou o parlamentar. 



“É só fazer uma visita, é só ir em Linhares e ver os ribeirinhos do Rio Doce, pessoas que passaram a ter doenças que não tinham. Pessoa que não têm condição de beber água tratada e utilizam essa água do rio. Crianças e adolescentes que estão mergulhando, tomando banho nessa água que causa esse problema de saúde que compromete gerações e mais gerações”, relatou. 



Enivaldo citou a CPI da Sonegação, por ele presidida, e onde a Fundação Renova já foi convocada mais de uma vez, bem como os dirigentes das empresas responsáveis pelo crime contra o Rio Doce. Em uma das reuniões da CPI, inclusive, o então presidente da Renova, Roberto Waack, recebeu voz de prisão por parte de deputados que o acusaram de mentir em Plenário. 



“A Renova não tem noção nem do que ela faz e mente pra população”, acusou Enivaldo, citando um exemplo extremo, de um produtor rural que reivindicou indenização de R$ 170 milhões, mas que recebeu contraproposta da Renova de R$ 17 milhões, com base em laudo técnico contratado pela própria Fundação. 



“Na negociação é lógico que a parte atingida faz uma projeção de recuperação do dano contando inclusive com o tempo parado e várias coisas, mas quando o laudo é feito pela própria fundação, como ela pode deixar de cumprir o seu próprio laudo?”, protestou o presidente da CPI da Sonegação. 



Aprofundando a crítica contra a liberação de mais de R$ 300 milhões para estradas, Enivaldo disse que, diante da tragédia que se alastrou na bacia do Rio Doce depois do crime, a medida perde muito a importância, agravada pela falta de assistência às milhares de pessoas atingidas e que continuam sem renda, perdendo a saúde e sem perspectiva de futuro. 



“É bom o recurso vir pra asfaltar as estradas? Muito bom! Mas quem vai recuperar o rio? Quem vai recuperar parte do mar onde foi depositado trilhões de metros cúbicos de produtos que danificaram o Rio Doce, e que danificaram a vida marinha de toda essa região? Então, novamente, nós vamos assistir àquela velha história de um punhadinho de milho pra tratar de trilhões de pombos. É assim que o poder econômico vê e trata os problemas dos grandes favorecidos”, escancela o deputado. 



Eu acredito que fizeram preferência pela coisa que poderia esperar mais um pouco”, ponderou. “Por que não pagaram primeiro as pessoas e foram optar pra fazer estrada? Daqui a pouco a Renova vai estar envolvida até na construção dessa estrada”, provocou. 



“Eu quero aqui ao mesmo tempo que fazer elogio, a parte do reconhecimento, quero fazer meu protesto pra essa empresa que não tem coração, que não tem amor ao próximo, que com certeza não é administrada com espírito de Deus”, exorou o parlamentar.