Começou nesta terça-feira (19) o horário eleitoral no rádio e na televisão. Para os candidatos novos, é uma oportunidade para se apresentar, para os já conhecidos é hora de fazer prestação de contas ou rebater críticas dos adversários. Mas o diferencial desta eleição é que o programa não acaba na TV. A internet tem uma importância grande nos efeitos desse programa.
A eficácia do programa é controversa. Muita gente faz cara feia quando ouve falar no horário eleitoral, porque é obrigatório e em cadeia nacional, não há uma flexibilização. Com a difusão das TVs a cabo e da internet, os candidatos vão disponibilizar os programas em suas páginas na internet, o que permitirá ao eleitor ter acesso ao material na hora que quiser.
Quem não tem muito recurso para produzir programas de TV mais elaborados ou quem tem pouco tempo de TV, poderá explorar o tempo ilimitado da internet para divulgar vídeos, jingles e outros materiais de campanha. Um mundo vasto que pode ser explorado de forma inteligente e criativa, barateando a campanha e atingindo o maior número de eleitores.
Além disso, haverá a repercussão nas redes sociais. Os principais candidatos capixabas têm equipes preparadas para difundir as ideias de seus projetos políticos, que serão enfatizados nos programas. Claro que há também os comentaristas posicionados para rebater as postagens.
Aliás, as redes sociais estão se tornando um eficiente campo de debate para candidatos, apoiadores e adversários. Os grupos de discussão públicos e fechados no Facebook mostram isso. Também é o campo da provocação, da crítica e do ataque e contra-ataque.
Mas é preciso cuidado, a internet também tem regras e fiscalização. Tem gente que baixa o nível. A classe política ainda precisa descobrir as potencialidades desta ferramenta, mas como em todos os veículos, a torcida é para uma utilização positiva, sem baixaria, por favor.
Fragmentos:
1 – No final do debate da rádio CBN Vitória, na manhã desta terça-feira (19), o candidato do Psol ao Senado, André Moreira, destacou a ausência do candidato do PSTU, Raphael Furtado.
2 – O candidato não foi convidado porque a Legislação Eleitoral garante a possibilidade de participação apenas de candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional. Um a mais faria tanta diferença?
3 – Tem candidato desistindo da eleição por falta de dinheiro, mas talvez a ideia seja precipitada. No próximo mês o dinheiro pode começar a pingar nas contas de campanha.

