
Passadas as eleições deste ano, a pergunta que não quer calar é como se comportará, daqui pra frente, o PT no Estado. Principalmente em relação ao governo que se inicia em 2015, comandado por Paulo Hartung (PMDB). Nos últimos anos, a condução do partido pelo ex-prefeito João Coser (PT) na direção dos interesses de Hartung deixaram marcas profundas no PT e na militância. Com o papel desempenhado na disputa deste ano, então, o cenário piorou. Os projetos pessoais mais uma vez se sobrepuseram ao coletivo e o PT saiu com resultados bem aquém do esperado. Por mais que queira, desta vez será difícil Coser refazer o caminho traçado até agora de aliança com o governo Hartung, que assumiu o palanque adversário do tucano Aécio Neves e disparou duras críticas à gestão da presidente reeleita Dilma Rousseff. Mas não impossível. Ainda não apareceu uma liderança de peso disposta a fazer frente a essa situação e liderar o movimento de reintegração do PT à sua base, o movimento popular. Dos deputados federais eleitos, Helder Salomão e Givaldo Vieira, alguém encararia o desafio?
Caminhos II
Na falta dessas lideranças e prevalecendo a vontade de Coser e de seu grupo, de garantir a sobrevivência do partido nos acordos de gabinete e apoio a Hartung, virá outra questão: como o PT no Estado conseguirá restabelecer a relação com a própria presidente Dilma?
Caminhos III
E os petistas sem mandato, porém com forte atuação na militância, como poderão contribuir? Perly Cipriano, Iriny Lopes, Ana Rita, Claudio Vereza, Guilherme Lacerda…
Mão de ferro
Por falar em Coser, durante a campanha eleitoral deste ano, o presidente regional do PT só conjugava verbos na primeira pessoa do singular, “eu fiz, eu decidi, eu mando”. Agora aprendeu a falar “nós”. Olha só…
Figurinhas repetidas
Hartung cansou de repetir a palavra renovação no antes e depois da disputa estadual deste ano. Mas na hora de compor sua equipe de transição, apareceu com os mesmos personagens de sempre. Para completar o time, só faltava mesmo Paulo Ruy Carnelli. Quanta renovação!
Sem ringue
Difíceis de colar as tentativas de criar um clima de rivalidade entre os deputados federais eleitos Max Filho (PSDB) e Helder Salomão (PT), na carona da forte polarização entre os dois partidos na disputa presidencial. Depois de entrevistados pelo Bom Dia ES, os dois estiveram na Rádio CBN nesta quarta-feira (29) e repetiram o tratamento amistoso entre eles, inclusive compartilhando de opiniões semelhantes. E olha que de tudo foi feito para incentivar a troca de farpas.
Sem ringue II
Ao contrário de outras lideranças do PSDB no Estado, Max Filho não é tucano de carteirinha e caiu de paraquedas no partido. Na CBN, o auge foi quando Max, além de não incorporar o discurso de seu partido, ainda parafraseou, no sentido positivo, o ex-presidente Lula e Dilma. Para desespero generalizado.
Sem ringue III
No Estado, Max Filho é o cargo mais importante do partido. Com mandato, têm ainda o vice-governador eleito César Colnago e os deputados estaduais Marcus Mansur e Professor Majeski.
Pacotão
De saída da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Esmael Almeida (PMDB) vai gastar todas as suas fichas nas homenagens aos evangélicos. Na noite desta quarta-feira (29), será a vez de entregar agrados a 39 pastores da Convenção Estadual dos Ministros da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira no Espírito Santo (Conemad-ES). E o limite de homenagens, não se aplica a Esmael?
Pacotão II
Entre os homenageados do deputado está Arlindo Teodoro, que era aposta alta do casal Magno Malta-Lauriete na disputa à Câmara dos Deputados, mas renunciou em plena campanha, por motivo de saúde. Teodoro fundou a Missão Mundial Valentes de Davi.
Pegando fogo
Os ânimos em Ponto Belo, extremo norte do Estado, estão acirrados. Moradores dos municípios estão nas ruas nesta quarta para cobrar investigações ao prefeito Edivaldo Rocha Santana (PTB). Por lá, o que dizem é que há denúncias do Ministério Público Estadual de tudo quanto tipo contra ele, desde nepotismo cruzado a atraso de salários.
140 toques
“Deputados têm medo de participação social por se acharem os donos do poder”. (Leonardo Sakamoto – no Twitter).
PENSAMENTO:
“É a causa, e não a morte, que faz o mártir”. Napoleão Bonaparte

