Em breve chegará ao Congresso Nacional o projeto do governo federal que busca formas de coibir a corrupção e o movimento sindical, comprometido com a luta de classe, deve acompanhar e cobrar dos congressistas a aprovação sem as brechas que beneficiam principalmente o colarinho branco.
Do outro lado, deve estar preparado para cortar na própria carne. É do conhecimento de todos que tem dirigente sindical exibindo patrimônio muito acima de seu poder de compra e vai ter que explicar como acumulou capital.
Essa discussão passa também por um dos itens da Plataforma CUT da Classe Trabalhadora que busca promover os direitos humanos na segurança pública, combatendo todas as formas de violência, incluindo a corrupção. Para defender essas bandeiras, os sindicatos precisam estar em dia com essa bandeira, do combate à corrupção, principalmente, a que ocorre dentro dos sindicatos.
Entre os itens a serem discutidos está um bastante polêmico: a desmilitarização da Polícia Militar, buscando uma relação mais próxima e produtiva com a sociedade. Neste sentido, também é preciso combater ações governamentais que criminalizem os movimentos sociais.
Outro ponto importante da plataforma é combater a violência contra a mulher. Buscando formas de incluir nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) dotações orçamentárias para implementar a lei 11.340 (Lei Maria da Penha). Mas não só isso, as mulheres precisam também da criação e promoção de centros de atendimento integral multidisciplinar pra mulheres vítimas de violência; além de criação de casas-abrigo para mulheres e dependentes menores.
Também é preciso criar núcleos de defensoria pública, serviço de saúde e centros de perícia-médico-legal especializados em atendimento à mulher vítima de violência.
A juventude também precisa de atendimento no combate à mortalidade da juventude com atenção especial à juventude negra para todos os estados brasileiros.
Neste sentido, o movimento sindical deve ficar atendo nos dois movimentos, combatendo à corrupção dos poderosos e de seus próprios corruptos e cobrar segurança e tratamento humanitário a toda as minorias.
Fique atenta sociedade!

