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Muda Brasil!

A capacidade que a dor, o medo e a ameaça de perder o que sempre se teve com fartura e sem imaginar que um dia poderia faltar, são capazes de promover mudanças inimagináveis. Dentre as motivações para o aprendizado estão o amor e a dor.
 
A história do nosso país remete à urgência de mudanças. Frente à escassez e à ameaça de vivermos em breve no Brasil os racionamentos de água e de energia elétrica surgem exemplos de adoção de atitudes criativas na contenção no uso destes recursos, como fechar as torneiras durante o banho, ao escovar os dentes ou ao lavar as louças, aproveitar a água da máquina de lavar roupas em outras limpezas da casa, reduzir ou deixar de lavar calçadas e carros, além da prática do reuso da água. Além de desligar o chuveiro elétrico, abdicar de passar todas as roupas a ferro, apagar as luzes ao sair dos ambientes, dentre outras.
 
Atitudes que são bem vindas desde sempre e para sempre, por representarem o uso consciente dos recursos naturais, que são finitos e que para chegarem até os domicílios passam por processos de transformação que geram custos crescentes, impactando também nos orçamentos familiares. Medidas que fazem parte da educação financeira e ambiental.
 
Essas são algumas atitudes individuais e familiares. Vale destacar que alguns governos investem no tratamento do esgoto, depurando-o antes de retorná-lo aos rios, evitando com isso a poluição das águas. Ainda poderia ser mais bem tratada para torná-la novamente potável.
 
Para o ano de 2015, a expectativa da ANEEL- Agência Nacional de Energia Elétrica e de especialistas na área é que a conta de luz suba entre 30% e 40%, guardadas as diferenças regionais, sem contar que caíram por terra os subsídios do Governo ao setor, que reduzia, até outro dia, a tarifa ao consumidor. Em janeiro o aumento atingiu, em média, 18% e para março está previsto um novo aumento.
 
Se de um lado aumentam os custos com despesas essenciais como água e luz, do outro, é imprescindível que as famílias façam uma redistribuição da receita no orçamento doméstico destinando um valor maior e compatível para esses itens, que até então pagavam outras despesas. Claramente é fazer escolhas e se adequar, partindo do necessário para o supérfluo.
 
Fazendo o nosso dever de casa, o destino da água no Brasil representa 69% para o uso na agricultura, 23% na indústria, 8% no uso doméstico; ou seja, o esforço nesse processo de mudança tem que ser de todos os atores.
 
Nesse cenário de crise, as respostas obtidas reforçam algumas hipóteses. A primeira é de que a maioria das mudanças acontece a partir da dor e do medo da perda. A segunda é que o povo brasileiro é realmente criativo e guerreiro, parecendo aprender/responder melhor frente às crises do que ao processo natural de educação.
 
Desmistificando a culpa e trazendo a tona a responsabilidade, individual e coletiva pela preservação destes itens essenciais à vida no planeta terra – Chega de desperdícios de dinheiro e de bens preciosos e finitos, com prejuízos ao meio ambiente e ameaças a sustentabilidade do planeta e da própria humanidade.
 
Passada essa crise, lembremos-nos da importância de preservarmos os novos hábitos no uso consciente dos recursos naturais e finitos, será melhor para o nosso bolso e para o nosso planeta.
 
Muda Brasil!
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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