
A sucessão de problemas registrados em Vila Velha nos últimos dias reforça o que todos estão carecas de saber: o prefeito Rodney Miranda (DEM) não está preparado para o papel de gestor público, assim como não demonstrou competência à frente da pasta estadual de Segurança Pública, nem em seu mandato de deputado estadual. Se no verão passado, Rodney deixou a marca da omissão para tratar do caos das chuvas, este ano saiu-se muito mal no caso da morte trágica do jovem Diego Biasutti dentro da prefeitura e, agora, no trato da greve dos garis e jardineiros, que tornou a cidade um verdadeiro lixão a céu aberto em pleno Carnaval. Fora, é claro, a história da MUG, que este ano não desfilou como campeã no município, como reza a tradição. Com um discurso de falta de recursos ensaiado desde o início da gestão, Rodney tenta justificar seu fraco desempenho em todas as áreas exatamente do mesmo jeito que o governador Paulo Hartung (PMDB), quem o fabricou como político. Mas até Hartung, que vinha se dedicando em tempo integral a recuperar a imagem de Rodney, já parece ter recuado da missão. Está cada vez mais difícil carregar esse fardo.
Criador
E olha que Hartung tem mil motivos para limpar a barra de Rodney. Afinal, o prefeito é da sua conta. Se pega para Rodney, também pega para o governador.
Próprio umbigo
A propósito, para um prefeito que tem o privilégio de andar rodeado de seguranças, enquanto a sociedade vive constante risco, não é de se surpreender que ele priorize nesse momento de greve dos garis a limpeza nos bairros nobres, área onde mora. No ano passado, enquanto a população sofria, lá estava ele em Nova Iorque. Mas Rodney não passa batido. O povo está de olho.
Termômetro
Tanto está, que em janeiro, quando o prefeito teve a infeliz ideia de tratar a morte do jovem Diego como um atentando político – referindo-se ao caso Alexandre Martins -, recebeu bombardeio de tudo quanto é lado em suas redes sociais. Oportunismo puro.
Sem voz
A disposição do deputado federal Max Filho (PSDB) em levantar o tema da poluição do ar gerada pela Vale e ArcelorMittal na Câmara dos Deputados, preenche a lacuna deixada pela bancada capixaba no Congresso Nacional, que sempre fechou os olhos para a grave questão. Que o tucano, de fato, faça barulho. Já são décadas de atraso.
Sem voz II
Nos últimos anos, quem também ensaiou endurecer o discurso na Câmara contra as poluidoras, em especial a Vale, foi o atual prefeito da Serra e ex-deputado federal Audifax Barcelos (PSB). Ele até chegou a iniciar a série de pronunciamentos, mas logo saiu da Casa para disputar a eleição municipal e pronto: ficou por isso mesmo.
Herdeiro
Se Max Filho tiver a mesma coragem do pai, o ex-governador Max Mauro, conhecido por suas posições e ações contra as poluidoras, será um lucro e tanto.
Efeito cascata
Em Marataízes, sul do Estado, nem com a substituição do prefeito os pepinos acabaram. Notícias do site Maratimba.com dão conta de que, depois de o prefeito interino, Robertino Batista da Silva (Tininho), ter sido impedido de participar de um programa de rádio, sob a acusação de publicidade indevida para fins de promoção pessoal, a Justiça determinou a suspensão parcial de contratações que representam mais de R$ 700 mil. Quanto mais mexe…
Efeito cascata II
Tininho assumiu o comando do município no lugar de Jander Nunes Vidal (PSDB), o Doutor Jander, afastado judicialmente do cargo desde junho de 2013. Ele responde a sete ações de improbidade e já tentou recuperar o cargo, porém, sem sucesso.
Nas redes
“O Carnaval tem que ser para as pessoas! Pela revitalização do Carnaval do Centro de Vitória!”. (Camila Valadão – PSOL – no Facebook).
PENSAMENTO:
“A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares”. Ambrose Bierce

