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O que dá voto?

Na série de sabatinas promovida pela Rádio CBN Vitória, na semana passada, chamou a atenção a colocação da candidata do Psol, Camila Valadão, de que a maioria dos candidatos só defende ideias que possam dar votos e evitam assumir posições firmes sobre temas considerados polêmicos.
 
Como o eleitorado capixaba tem um perfil conservador, a ideia é se manter bem distante de assuntos que possam afastar o eleitor. A avaliação é de que o eleitorado tem camadas a serem conquistadas. As classes D e E são mais conservadoras e se interessam por assuntos que afetam os principais problemas das comunidades em que vivem. 
 
Neste sentido, as promessas milagrosas de resolução do complexo problema da violência, que impacta a vida dessas famílias é um campo bem explorado pelos candidatos. A redução da maioridade penal como solução para a violência é um tema chave. A discussão sobre a regulamentação do uso de maconha ainda que para fins medicinais está fora de cogitação. 
 
Na classe média, a discussões sobre a manutenção e ampliação dos bens de consumo, conquistados na última década estão na pauta do discurso. Com o aumento na escolaridade nesta classe, os filhos passaram a influenciar o voto dos pais, mas não é um voto ideológico e sim consumista.  Aqui assuntos ligados aos direitos humanos não colam. A geração de emprego e renda é a principal demanda. 
 
Outro grupo a ser acalentado é o evangélico, com uma fatia considerável do eleitorado capixaba. Temas como aborto, liberação das drogas, direitos das minorias também não são assuntos bem-vindos para um bate-papo com eleitores. 
 
Isso é ruim porque empobrece o debate. Assuntos que seriam bastante relevantes para o País ficam fora da pauta de discussão. Mesmo sendo a maioria destas questões restritas a ações nacionais, é preciso inserir a discussão em todos os níveis. Seria esta uma das funções da eleição. Mas em um campo que se desenha como muito acirrado, com os candidatos, tanto majoritários quanto proporcionais disputando cada voto, será muito difícil incluir qualquer debate mais aprofundado. 
 
Fragmentos: 
 
1 – Nas redes sociais, o resultado da pesquisa Futura, divulgada nesse fim de semana causou muita controvérsia. Eleitores e candidatos relembraram a previsão na véspera da eleição de 2012, quando o ex-prefeito Luiz Paulo (PSDB) foi apontado como vencedor da disputa contra o eleito, Luciano Rezende (PPS).
 
2 – No mercado político, os comentários são de que há vantagem para Hartung, mas a disputa será muito dura com o governador Renato Casagrande. 
 
3 – A frase que mais se ouve nas ruas é: “Estão fazendo agora por causa da eleição”. É quase um mantra repetido pelo eleitor.

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