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Roupa suja

Um casamento de aparências, assim está sendo a relação entre o governo do Estado e a Assembleia Legislativa, desde que Renato Casagrande ascendeu ao Palácio Anchieta em 2011. E o que se viu na prestação de contas do governador na última terça-feira (30) foi mais uma cena dessa tragicomédia.

Na semana anterior à ida de Casagrande ao Legislativo, os deputados aumentaram o tom das críticas ao Executivo, direcionando sua artilharia para os secretários, que estariam ignorando as demandas dos deputados. Mas na hora do vamos ver, frente a frente com o governador, o discurso dos deputados mudou de tom.

Assim como nas prestações de contas anteriores, a Assembleia desempenhou muito bem seu papel de fortalecimento do Executivo, com os deputados se desdobrando em elogios ao governador e com perguntas muito bem colocadas, servindo de escada para as respostas do governador.

A ida anual do governador à Assembleia teve ainda uma novidade política interessante, inaugurando a prestação de contas temática. A segurança, ponto fraco do governo Casagrande e que pode prejudicá-lo eleitoralmente na disputa à reeleição. O tema foi exaustivamente discutido na Casa e, apesar de cansativo, a dinâmica pode servir para mostrar um comprometimento tanto do Executivo quanto do Legislativo com o assunto.

Fora isso, os deputados deixaram de lado as desavenças com a equipe de governo em nome da construção de uma imagem de harmonia. Os deputados que tanto criticam os secretários do governo, dividiram com eles o espaço no plenário, mas as críticas ficaram para depois.

Governador e deputados preferiram discutir a relação mais reservadamente, longe dos olhos do público em geral. O importante é manter as aparências para evitar que os problemas em casa chame a atenção dos interessados em que esse casamento acabe.

Fragmentos:

1 – O presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) e o procurador da Casa José Arimathéa Campos assinam artigo no jornal A Gazeta desta quinta-feira (2) para defender a Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização dos Impactos Ambientais.

2 – O projeto em tramitação na Casa foi apresentado no início do ano como uma solução para a perda dos recursos dos royalties do petróleo. Mas está engasgado devido ao lobby das empresas da cadeia petrolífera.

3 – O que chama a atenção é que o principal agende do lobby é o deputado Paulo Roberto (PMDB), funcionário de carreira da Petrobras. Logo ele, para quem Ferraço tanto se esforçou para garantir uma vaga na Assembleia.

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