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Mulher que atropelou a modelo Luisa Lopes vai ser julgada em agosto

Data do Júri Popular foi marcada quatro anos após atropelamento na Orla de Camburi

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O juiz Carlos Henrique do Amaral Filho, da 1ª Vara Criminal de Vitória, marcou para o próximo dia 5 de agosto o Tribunal do Júri de Adriana Felisberto Pereira, responsável pelo atropelamento que matou a modelo Luisa da Silva Lopes, em 15 de abril de 2022. Na ocasião, ela tentava atravessar a avenida Dante Michelini, na Capital, quando foi atingida pelo carro de Adriana, que estava embriagada.

Em decisão dessa terça-feira (2), o magistrado afirmou que Adriana Felisberto não se manifestou no prazo e, por isso, não foram arroladas testemunhas de defesa no Júri. Em fevereiro de 2025, foi decidido que a corretora de imóveis seria submetida a Júri Popular, respondendo pelo crime de homicídio qualificado, bem como a sanções previstas no Código de Trânsito. A defesa chegou a apresentar recurso, mas foi negado.

No último dia 24 de maio, amigos e familiares de Luisa fizeram nova manifestação em frente ao Clube dos Oficiais, na orla de Camburi. Na ocasião, foi feita uma revitalização do monumento Bike Ghost, a bicicleta pendurada em um poste. “Por que nos reunimos aqui hoje? Para que este caso não caia no esquecimento. Então, resolvemos fazer a revitalização da Bike Ghost, que é um símbolo em memória da Luisa, e, entre outras questões, para que esse caso não se torne mais um caso de impunidade. Esperamos que a Justiça faça o seu papel e a Adriana Felisberto vá a julgamento”, comentou na ocasião Adriani Silva, mãe da modelo.

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Adriana Felisberto Pereira dirigia embriagada, acima da velocidade permitida, e vitimou Luisa fatalmente em frente ao Clube dos Oficiais, onde chegou a arrastar seu corpo por cerca de 40 metros. O crime aconteceu em abril de 2022. A irmã de Adriana estava com ela no carro. Antes, as duas tinham ido a dois bares, um em Jardim Camburi e outro no Triângulo, na Praia do Canto.

Câmeras de videomonitoramento de um dos bares em que Adriana esteve com a irmã e a comanda de consumo atestam que ela bebeu antes de dirigir. A Polícia Civil identificou que ela levou um copo de cerveja à boca 23 vezes em cerca de 30 minutos, e também ingeriu vodka.

Em dezembro de 2022, oito meses depois do crime, Adriana Felisberto foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Entretanto, não foi pedida sua prisão, o que foi contestado pela mãe da vítima. “Diante de tantas provas, meu sentimento é de indignação”, desabafou na ocasião.

Além das provas de que a corretora foi responsável pelo atropelamento, Adriani recordou as palavras ditas pela mulher que atropelou sua filha, que se preocupou muito mais com o estado em que se encontrava seu carro do que com a vítima, inclusive, referindo-se a Luisa com frieza e discriminação, ao proferir frases como “ela provavelmente era uma empregada doméstica sem importância” e “não quero saber dela, não”.

A morte da modelo causou grande comoção, o que motivou a realização de protestos. A jovem estudava Oceanografia e participava de projetos de Carnaval, capoeira e dança. Em dezembro de 2022, foi inaugurado, no Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o prédio Luisa da Silva Lopes, dedicado ao Módulo III da Pós-Graduação, no campus de Goiabeiras. O nome foi uma escolha da própria comunidade universitária, por meio de edital cultural.

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