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Fundação internacional cobra esclarecimento de crimes contra movimentos sociais

Uma delegação internacional da Fundação Right Livelihood Award (RLA), organização parceira dos movimentos sociais do Brasil, chega na próxima segunda-feira (1) ao País para cobrar o esclarecimento de crimes contra integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Eles ficam no Brasil até o dia 4.

 
A “visita” vem em um momento emblemático: somente no último ano, o número de militantes ameaçados no país aumentou 177,6%. Em resposta, a RLA resolveu enviar a delegação, que deve ficar na cidade de Marabá, no Pará, região conhecida pelos altos índices de crimes contra movimentos sociais.
 
Em janeiro, Cícero Guedes, líder do MST, foi assassinado a tiros por pistoleiros ainda não identificados, no Rio de Janeiro. O caso, porém, é apenas um entre o sempre crescente índice de ataques contra ativistas brasileiros envolvidos na luta por reforma agrária.
 
Segundo a Comissão Pastoral da Terra, o número de militantes ameaçados no País aumentou de 125, em 2010, para 347, em 2011. Os números baseiam-se em dados do relatório Conflitos no Campo Brasil.
 
A CPT e o MST receberam, em 1991, o prêmio Right Livelihood Award, considerado o “Prêmio Nobel Alternativo”, por conta do trabalho a favor da justiça social e do respeito aos direitos humanos dos camponeses do Brasil.
 
Dentro da programação da visita, a Fundação RLA vai participar de um debate sobre a impunidade dos violadores dos direitos humanos e de um Júri Popular sobre o assassinato de um casal de extrativistas de Nova Ipixuna, no Pará.

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