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MST ocupa fazenda em Linhares e solicita vistorias ao Incra

Cerca de 110 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam desde a noite do último domingo (1) a fazenda Volta Grande, em Linhares (norte do Estado). De acordo com os militantes, o território é improdutivo e possui cerca de 190 hectares.
 
Nessa quarta-feira (4), os militantes se reuniram com a instância estadual do Incra para verificar a situação da área no órgão e requerer a vistoria desta e de outras duas áreas. Há uma medida provisória do governo federal que impede a vistoria em terras ocupadas e, por isso, como informou Edvaldo Bento dos Santos, da coordenação estadual do MST, o pedido de vistoria da Fazenda Volta Grande terá que ser enviado à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília, para que a solicitação seja avaliada.
 
O nome das outras duas fazendas não pode ser divulgado porque, como explica Edvaldo, ainda dá tempo de os proprietários reverterem a situação e apresentarem mudanças para que o resultado das vistorias seja favorável a eles.
 
As famílias ocupantes da fazenda formavam o Acampamento Índio Galdino, que estava situado em uma Área de Proteção Permanente (APP), próxima à fazenda. O fato de estar situado em região de APP não permitia que as famílias desenvolvessem qualquer atividade agrícola na região e, por isso, os militantes decidiram ocupar a fazenda improdutiva.
 
Na região, circula a informação de que a fazenda ocupada seria do ex-senador Gerson Camata (PMDB). Entretanto, o Incra não confirmou a informação. Século Diário tenta contato com o ex-senador desde essa terça-feira (3), porém, sem sucesso.

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