O curto período pré-eleitoral em Guarapari apontava um cenário favorável para a oposição. O PSB acreditava que a pulverização de candidaturas favorecesse o nome do partido, Ricardo Conde, na nova disputa. Mas dos 10 nomes que haviam se colocado à disposição, apenas cinco registraram as candidaturas na última sexta-feira (4).
Além de Conde, registraram seus nomes na 24ª Zona Eleitoral de Guarapari, o empresário Orly Gomes (DEM), que é apoiado pelo ex-prefeito Edson Magalhães; e Carlos Von (PSL), que também disputou a eleição de outubro passado, ficando em terceiro, atrás de Edson Magalhães (sem partido) e de Conde. Na nova disputa, dois nomes completam o cenário Beth Hadad (PMDB) e Edinho Maioli (PV).
Com o afunilamento de candidaturas, o cenário fica mais restrito para o crescimento de Conde. Para se fortalecer, o socialista se reuniu com vereadores do município que declararam apoio à sua candidatura. A aliança foi oficializada em um almoço que reuniu os vereadores Gedson Merísio e Germano Borges, ambos do PSB; Jorge Ramos e Oziel, os dois do PPS; Lincon Bruno (PTN) e Wanderley Astori (PDT).
Para os vereadores, Ricardo é o candidato que tem mais votos consolidados em seu nome, pois foi o segundo mais votados no pleito de outubro passado, com 22% dos votos e acreditam no aumento desse percentual devido ao aumento do número de candidatos.
Já o grupo que apoia Carlos Von, defende que sem Edson Magalhães na disputa o candidato do PSL tem mais chances por não ter entrado em rota de colisão com o ex-prefeito, como fez Conde, o que teria trazido uma grande rejeição do eleitorado para a candidatura do socialista.
Já Orly Miguel tem caminhado ao lado do ex-prefeito, buscando a transferência de votos. A tendência logo depois da eleição de outubro era de que essa transferência não ocorresse com o distanciamento da eleição. Mas a redução do eleitorado por conta do período em que a eleição será realizada, alta temporada, pode favorecer o candidato de Magalhães.
A nova eleição no município será no próximo dia 3 de fevereiro. A Justiça Eleitoral decretou a inelegibilidade do candidato mais votado na eleição de outubro, Edson Magalhães, por caracterização de terceiro mandato.

