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Aumenta pressão interna para PT deixar o governo

O grupo do secretário de Desenvolvimento Urbano João Coser ganhou tempo para tentar evitar que o debate sobre a saída do partido do governo Paulo Hartung fosse discutido internamente. A reunião seria no último sábado (9), mas não houve quórum para deliberação e por isso o encontro, que seria na Câmara de Vitória, foi adiado. 
 
Apesar do adiamento, a pressão interna estaria aumentando e até membros do grupo de Coser estariam desconfortáveis com a situação. Depois que o governador Paulo Hartung e seus aliados peemedebistas passaram a defender o impeachment da presidente Dilma, a situação para o PT capixaba ficou complicada. 
 
Nos bastidores os comentários são de que mesmo com a maioria no diretório e na Executiva, o grupo de Coser preferiu evitar o debate. Um grupo de históricos do PT, com o apoio de parte da juventude, estaria decidido a pedir a saída da sigla do governo. 
 
Há quem defenda a desfiliação do secretário João Coser, que já foi prefeito da Capital pelo partido por dois mandatos (2005 a 2012) , alegando que ele já não se alinha às diretrizes do partido. Mesmo sabendo que não corre riscos em caso de votação, o desconforto do grupo do ex-prefeito é grande e, mesmo diante do adiamento da reunião, o assunto deverá entrar em pauta em breve, assim que uma nova data for definida para o debate. 
 
Os membros do partido estão preocupados não só com a defesa do governo federal, mas com a posição de fragilidade cujo partido ficou submetido diante do cenário eleitoral deste ano. Isso porque, a expectativa de que o cargo ocupado por Coser pudesse trazer visibilidade ao PT, também não aconteceu. 
 
Com uma visibilidade, o secretario poderia puxar um projeto de retorno à prefeitura de Vitória. Mas o próprio Coser já anunciou que abriu mão da disputa e membros de seu grupo, como o ex-vereador Alexandre Passos já admite que o partido só entrará na disputa porque uma aliança com o PMDB ficou prejudicada por causa dos ataques sistemáticos do deputado federal Lelo Coimbra ao governo federal. O partido, que já comandou quatro grandes prefeituras o Estado (Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina), corre o risco de não conquistar nenhum importante município no Estado em 2016.

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