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Com José Esmeraldo, Hartung ganha aliado ‘boca-dura’ na Assembleia

Com o retorno de José Esmeraldo (PMDB) à Assembleia Legislativa, o governador Paulo Hartung, também PMDB, ganha um nome que pode preencher uma lacuna que incomoda o governador e sua equipe. A profundidade com que trata os projetos de interesse social que chegam ao Legislativo, tem tornado o deputado Sérgio Majeski (PSDB) um incômodo ao Palácio Anchieta. 
 
Mesmo que não consiga barrar os projetos do governo, que tem maioria esmagadora na Casa, o deputado tem debatido os assuntos, apontando falhas nas propostas palacianas. Basta observar o que aconteceu com o Escola Viva. Se o deputado não questionasse o programa, o Escola Viva seria hoje uma unanimidade. E quem acompanha a educação mais de perto sabe que as coisas não são bem assim. Ao lançar um olhar crítico sobre o programa, Majeski desvelou a farsa armada para promover o Escola Viva como principal produtos na vitrine de governo de Paulo Hartung.
 
Embora Majeski mesmo que isoladamente – às vezes acompanhado pelo deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) – tenha provocado o debate no plenário, os deputados da base do governo aliada não têm conseguido fazer uma defesa equilibrada nesses debates. A começar pelo líder do governo, deputado Gildevan Fernandes (PV), que tem ido para os embates com Majeski e apresentando um desempenho muito aquém do esperado pelo Palácio Anchieta. O placar dos embates invariavelmente é favorável a Majeski.
 
O governo teria em sua base nomes fortes em condições de travar um embate mais equilibrado, caso de Enivaldo, por exemplo, mas o deputado do PSD não tem topado encampar um discurso de defesa cega ao governo. O deputado Euclério Sampaio (PDT) também tem o temperamento forte e costuma falar sem mandar recado, mas diminuiu muito seus embates no plenário desde que se aliou à base palaciana.
 
Esmeraldo poderia preencher essa lacuna. Ele já mostrou em suas passagens anteriores pela Assembleia, na legislatura anterior, sobretudo, que tem fôlego para os embates no plenário. Esmeraldo mostrou também que será leal ao governador Paulo Hartung. Tudo que o governo precisa para ter uma defesa mais enfática de suas ações na Assembleia e neutralizar as críticas ao seu governo.
 
O peemedebista volta a Assembleia com a ida de Guerino Zanon (PMDB) para a Secretaria de Esportes do Estado. A mudança tem também outros aspectos políticos. Com um capital político considerável em Vitória, Esmeraldo pode influenciar no processo eleitoral da Capital. 
 
O governador tem interesse em isolar o palanque de reeleição do prefeito Luciano Rezende (PPS), e como ele vinha costurando uma aliança com o PSB, que colocaria o filho de Esmeraldo, Sérgio Sá (PMDB) na vaga de vice, a movimntação foi interpretada como ameaça por Hartung. A acomodação de Esmeraldo estanca essa movimentação. 

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