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Max Dias publica carta aberta sobre saída da disputa em Vitória

O professor Max Dias publicou nas redes sociais uma “carta aberta à sociedade” em tom de desabafo, sobre sua saída abrupta do processo eleitoral em Vitória. Ele colocou o nome à disposição do partido como pré-candidato à prefeitura de Vitória em fevereiro deste ano, mas desde então vinha enfrentando resistência interna do PT.
 
Segundo a nota, a pré-candidatura enfrentou internamente um processo de desconstrução e que as tendências que representam a maioria não aceitavam o nome dele para a disputa. O grupo majoritário é ligado à Alternativa Socialista, do ex-prefeito João Coser, e a Democracia Socialista, do ex-secretário de Turismo do Estado, Alexandre Passos. 
 
Esse grupo buscou o tempo todo emplacar outros nomes para uma disputa interna com Max Dias. A primeira tentativa foi com o ex-secretário de Saúde de Vitória, Luiz Carlos Reblin. Mas ele não topou, até o vereador Reinaldo Bolão teria sido sondado para a disputa. 
 
Dentro do partido surgiu também o nome de Perly Cipriano, que relutou bastante em aceitar a entrada na disputa. Mas, acabou se tornando o nome do partido na disputa, depois que Max Dias não conseguiu apoio suficiente para conseguir se desincompatibilizar do cargo de professor e dar sequência ao seu projeto.  
 
“A pré-candidatura Max Dias não pressupunha que não existissem outras, ao contrário, sempre quisemos ir ao encontro dos filiados e conversar com eles, debater os caminhos que o partido deveria seguir.Aos poucos, no entanto, fomos vendo reduzidas as oportunidades de o partido debater o processo eleitoral municipal”, diz a nota. 
 
O pré-candidato criticou também a postura das lideranças que estariam pregando internamente, que a candidatura dele dividia o partido. “Ao afirmarem insistentemente que estavam em busca de um nome que garantisse uma suposta ‘unidade partidária’, precarizaram o contraditório político, afastando mais uma vez a base do PT das decisões importantes”, afirma.
 
O pré-candidato afirma ainda que seu grupo nunca tentou impor a todo custo uma candidatura , mas oferecer uma alternativa. “Mas não serviremos ao propósito de uma disputa, cujo resultado aponte vencidos e vencedores, depositando o ônus de uma desunião partidária na conta da candidatura que tentou a todo tempo um diálogo franco e amplo com todo o PT”, diz.

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