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Retorno iminente do vereador Fred aumenta tensão na Câmara da Serra

Parlamentar foi preso no ano passado, e também vai enfrentar júri por homicídio

CMS

A soltura do vereador Fred (PDT), nessa terça-feira (13), tem gerado tensão ainda maior na Câmara da Serra, envolta em controvérsias desde o ano passado. O suplente, Uanderson Moreira (PDT), ainda ocupa a cadeira, e a previsão é de que um parecer da Procuradoria Legislativa sobre a retomada do titular à vaga seja publicada nesta quinta-feira (14), segundo informações da Câmara.

Fred foi preso em dezembro passado, acusado de tentar invadir a casa da ex-namorada e de agredir os policiais que atenderam a ocorrência. Solto nessa terça, terá que cumprir algumas medidas cautelares, incluindo recolhimento em seu domicílio no período noturno, com exceção dos dias em que tiver sessão na Câmara. Ele poderá, porém, se aproximar da ex-companheira, tendo em vista um processo de “reconciliação” entre os dois, conforme citado na decisão pela liberdade condicional.

Entretanto, o parlamentar tem outros problemas judiciais a enfrentar. Foi marcado para o próximo dia 12 de junho, uma sessão do Tribunal do Júri que poderá condená-lo por homicídio. O processo, o qual Século Diário teve acesso, se refere a um crime ocorrido no dia 15 de junho de 2014, em Vila Nova de Colares, na Serra.

A vítima, Bruno Machado Morgado, teria sido chamada para fora da residência, durante a madrugada, por cinco pessoas, dentre elas Fred, dois adolescentes e um outro suspeito de ter atirado contra Bruno no momento em que ele cumprimentava o grupo. Fred chegou a ser preso em flagrante na época, acusado de tentar fugir do local. O assassinato teria como motivação o fato de a vítima ter repreendido um dos adolescentes, supostamente envolvido com o tráfico de drogas, por tentar ficar com sua filha durante um churrasco.

Entre vereadores e servidores da Câmara, há um grande constrangimento – e, em alguns casos, revolta – com o iminente retorno de Fred, tendo em vista a gravidade das acusações que pesam contra ele, como apontam as informações de pessoas que acompanham a rotina da Casa. O caso mais recente, da tentativa de invasão à casa da ex-companheira, é mais difícil de ser contestado porque foi registrado em vídeo, amplamente divulgado.

Pesam também as agressões aos policiais, pois há representantes das forças de segurança no Legislativo: os vereadores Cabo Rodrigues (MDB), da Polícia Militar, e Agente Dias (Republicanos), que é guarda municipal na Serra.

Apesar do retorno, Fred corre o risco de ser cassado devido a um processo em tramitação na Câmara. Em nota para Século Diário, o corregedor, Rafael Estrela do Mar (PSDB), afirmou que, na verdade, “o que há é um procedimento preliminar em trâmite instaurado nos termos da Resolução nº 307/2024, que instituiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa”. De acordo com a nota, as acusações contra o parlamentar podem, em tese, “possuir repercussão ético-disciplinar por envolver agente político no exercício do mandato parlamentar”, mas o caso ainda está em apuração.

“Por respeito ao devido processo legal, ao sigilo inerente aos trabalhos da Corregedoria e às garantias constitucionais das partes envolvidas, não é possível fornecer detalhes adicionais neste momento”, conclui a nota.

Além de Fred, os vereadores Saulinho da Academia (PDT), Teilton Valim (PDT), Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede) estão impedidos de exercer seus mandatos desde o ano passado, mas, nesses casos, foram afastados pela Justiça por conta de acusações de corrupção. Os suplentes Wilian da Elétrica (PDT), Marcelo Leal (MDB), Dr. Thiago Peixoto (Psol) e Sergio Peixoto (PDT) assumiram as cadeiras.

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