segunda-feira, junho 1, 2026
22.9 C
Vitória
segunda-feira, junho 1, 2026
segunda-feira, junho 1, 2026

Leia Também:

Uma atrás da outra

Pedro Trés lista ações eleitoreiras de Pazolini: “inconstitucionais” e “inacreditáveis”

Redes Sociais/PMV

Uma atividade realizada no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Zelia Vianna de Aguiar, no bairro Santa Luiza, em Vitória, ainda antes de Lorenzo Pazolini (Republicanos) deixar a gestão, foi parar no plenário da Câmara nesta segunda-feira (1). O vereador Pedro Trés (PSB) mostrou imagens de desenhos que os alunos tiveram que fazer, pasme, do rosto do ex-prefeito. A atividade rendeu uma apresentação ao então gestor, e o vereador relatou que os estudantes chegaram tensos em casa, porque “tinham que fazer bonitinho”, já que era para a pessoa definida como “a mais importante que a gente tem”. Trés lembrou que ações semelhantes têm sido rotina na Capital, sem qualquer tipo de providência. Nessa lista, recordou os cheques dos bônus moradia, entregues com assinatura de Pazolini; das pinturas de muros de escolas com as cores da campanha do ex-prefeito; do uso do número 10, do Republicanos, nas candidaturas das eleições de diretores de escolas; e das menções explícitas ao seu nome em shows pagos com recursos públicos. Essa exaltação e esse culto à imagem pessoal, apontou, são inconstitucionais, e “ferem frontalmente o princípio da impessoalidade”. O vereador apontou ainda “uso do espaço público para fins políticos – Pazolini é candidato ao governo do Estado –, cobrou investigação dos órgãos competentes, e questionou à Secretaria de Educação qual o projeto pedagógico aprovado nessa turma que previa a atividade aplicada no Cmei, protestando em seguida: “é impressionante, “injustificável” e “inacreditável”! A gestão está agora nas mãos de Cris Samorini (PP), aliada do prefeito, o que não muda muita coisa, e fica a pergunta: quem vai parar Lorenzo Pazolini?

Coro

A vereadora Karla Coser (PT), que assina representações contra o ex-prefeito protocoladas no Ministério Público do Estado (MPES), fez coro ao colega de plenário e repetiu que os fatos são “inacreditáveis” e que Pazolini “desconhece o princípio da impessoalidade”, acrescentando que é “assustador” permitir que isso aconteça.

Coro II

Ela já denunciou ao órgão ministerial o problema das cores pintadas das escolas públicas “em tons de amarelo e azul, utilizados nas campanhas eleitorais de Pazolini”, e também do cartão do bônus de moradia para “promoção pessoal, o que pode incorrer em improbidade administrativa”.

Mira inversa

Leonardo Monjardim (Novo), líder do Governo na Câmara e presidente da Câmara de Educação, tentou tirar o peso das costas do prefeito, e disse que a denúncia de aparelhamento, no caso da atividade no Cmei, para ter consistência e validade, precisa dos nomes dos autores ou, minimamente dos suspeitos…

Mira inversa II

…ele citou as funções de professor, diretor, pedagogo, coordenador, falou em “narrativas” e pano de fundo da esquerda”, e depois acabou o discurso defendendo o fim da eleição direta nas escolas: “se errar, pode ser exonerado no dia seguinte”, defendeu.

Colados

Por falar em Pazolini, o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar (Aspra), sargento Jackson Eugênio Silote, virou figura repetida ao lado do ex-prefeito. Ele ignora a indignação da tropa por conta de sua filiação ao mesmo partido para disputar a Assembleia Legislativa, aliando-se, por tabela, ao ex-governador Paulo Hartung (PSD), algoz da Polícia Militar desde a greve de 2017.

Dindim

O ex-governador Renato Casagrande deve contar com um cofre cheio para a disputa ao Senado. A Nacional do PSB decidiu que 80% dos recursos do fundo eleitoral serão destinados a esses palanques e aos candidatos a deputado federal. Casão, como se sabe, é uma das prioridades da legenda.

Dindim?

No caso da Câmara, o PSB concentra, no Estado, o time de ex-secretários da gestão estadual, como Tyago Hoffmman (Saúde), Vitor de Angelo (Educação), Emanuela Pedroso (Governo), Felipe Rigoni (Meio Ambiente), Rafael Pacheco (Justiça) e Eustáquio de Freitas (Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado – DER-ES). Veremos, mais adiante, a fatia do bolo de cada um…

No alvo

A deputada estadual Camila Valadão (Psol) convoca pressão aos senadores Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Avante), que querem derrubar o fim da escala 6×1. A proposta (PEC 12/2026) destrói a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), acaba com o salário mínimo e abre espaço para a escala 7×0. Na Câmara, a maioria da bancada capixaba recuou após a repercussão negativa. Ano de eleição, sabe como é, opera milagres!

Nas redes

“As 78 cidades capixabas reunidas em um só lugar. Sabores, tradições, cultura, turismo, agricultura e o talento de um povo que faz do Espírito Santo um Estado cada vez mais forte. A Feira dos Municípios é um convite para conhecer e valorizar o que temos de melhor (…)”. Da Vitória, deputado federal pelo PP, no point mais badalado dos últimos dias para os candidatos às eleições deste ano.

FALE COM A COLUNA: [email protected]


Mais Lidas