Prontos Atendimentos na mira dos vereadores; operação da PF combate lavagem de dinheiro em contratos públicos no ES; bancada conservadora tenta emplacar ensino domiciliar; e mais

Questionamentos à secretária de Saúde de Vitória
Nesta quinta-feira (9), a partir das 9h, a secretária de Saúde de Vitória, Magda Cristina Lamborghini, estará na Câmara de Vereadores para uma audiência pública de prestação de contas da pasta que comanda. A expectativa é de que um tema ganhe relevância: problemas nos Prontos Atendimentos (PAs) após a terceirização realizada pela gestão Lorenzo Pazolini/Cris Samorini. Vereadores de todos os campos ideológicos têm falado constantemente no Plenário de denúncias de precarização no atendimento. Professor Jocelino (PT), João Flávio (MDB) e Mara Maroca (PP) fizeram uma fiscalização essa semana nos PAs, e reclamaram que Maroca teria sido destratada por alguém da direção de uma das unidades. Vale destacar que a vereadora foi indicada como vice-líder de Governo pela prefeita Cris Samorini recentemente.
Camila Valadão se pronuncia
A deputada estadual Camila Valadão (Psol) discursou na Assembleia Legislativa (Ales) nessa terça-feira (7) em defesa da mulher que supostamente jogou fezes de cachorro na pintura que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro que fica em frente a “Casa Bolsonaro”, na Praia do Canto, em Vitória. Valadão criticou a exposição da responsável pela ação por parte do vereador de Vitória, Armandinho Fontoura (PL), que mostrou foto dela e do marido na Câmara e divulgou o endereço deles. A deputada também saiu em defesa do cartunista Mindu Zinek, que fez uma charge sobre o caso e virou mais um alvo de Fontoura.
Camila ainda classificou como absurda a comparação entre o tratamento dado à “esquerdista” que realizou o ato de “vandalismo” com os presos pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, quando o que estava em jogo não era apenas uma imagem do ex-presidente, e sim a própria democracia brasileira.
PF e CGU apuram lavagem de dinheiro em contratos públicos no ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Colosso de Areia, com o objetivo de investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a contratos públicos celebrados por municípios do Espírito Santo. A ação, realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As investigações apontam que os grupos investigados mantiveram contratos públicos que somam, aproximadamente, R$ 908,8 milhões entre 2017 e 2025.
Segundo as apurações, empresas de fachada eram utilizadas, em tese, para ocultar e para dissimular recursos provenientes desses contratos, mediante movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas, transferências entre pessoas jurídicas e saques em espécie. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos que serão analisados no curso da investigação.
A PF emitiu nota dizendo que os fatos apurados podem caracterizar, entre outros delitos, o crime de lavagem de dinheiro, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes correlatos contra a Administração Pública e o sistema licitatório.
Drible na educação
Senadores da bancada conservadora no Senado, entre eles Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), fazem pressão para votar, no plenário da Casa, o projeto de lei que regulamenta o ensino domiciliar, também conhecido como homeschooling. Eles querem pular a etapa de tramitação na Comissão de Educação e Cultura, presidida atualmente pela petista e atual líder do Governo, Teresa Leitão.
Os senadores apresentaram um pedido de urgência, com 25 assinaturas, para que o projeto seja apreciado imediatamente. O PL 1.338/22 foi aprovado na Câmara dos Deputados e está parado no Senado desde 2022. “Esse protelamento causa insegurança jurídica, desespero em jovens, adolescentes e crianças, famílias vivendo em insegurança”, disse Malta, autor do pedido de urgência.
A proposta de regulamentação do ensino domiciliar é vista com preocupação por entidades que defendem o direito à educação, como o Unicef, que alerta para os riscos e impactos negativos dessa modalidade de ensino. Mais de cem grupos contrários à proposta se manifestaram e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou em suspenso a análise do requerimento.
Mais álcool na gasolina
Estava prevista para esta quarta-feira (8) a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais de 30% para 32%. Mas, segundo o Ministério de Minas e Energia, o encontro foi adiado e ainda não há uma nova data para a discussão. O Governo vê na medida uma alternativa para baratear o custo do produto. No entanto, a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura segundo especialistas. Vale lembrar que a idade média da frota de veículos no Brasil é superior a 10 anos.

