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Trabalhadores fazem paralisação de protesto, mas Codesa se mantém em silêncio

 

Trabalhadores da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) fizeram um protesto durante toda a manhã desta terça-feira (25). Os portuários reivindicam mais segurança nas obras do Cais Comercial da Codesa. Segundo o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), mesmo após o protesto, a empresa ainda não se manifestou. 
 
Os trabalhadores não descartam um novo protesto caso as reivindicações não sejam atendidas pela Codesa. Segundo balanço do Suport, a manifestação, que foi pacífica, reuniu cerca de 300 trabalhadores, que ocuparam desde as primeiras horas desta terça as áreas em frente aos prédios 4 e 5 da companhia. Os portões ficaram fechados das 7 horas ao meio-dia e todas as atividades ficaram suspensas nesse período. 
 
O sindicato exige que os portuários que atuam nos prédios 4 e 5 sejam transferidos para outro local. Eles também pleiteiam o pagamento do adicional de risco de 40% aos funcionários que trabalham no Cais Comercial. A não implementação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), própria da Codesa, nos moldes da legislação, é outro ponto em destaque na pauta dos trabalhadores. 
 
“Está na NR29 [norma de segurança] que deve haver um projeto de segurança no trabalho, mas as obras continuam acontecendo sem qualquer garantia para os trabalhadores. O guindaste passa muito perto da nossa janela. Estamos trabalhando com medo”, disse um dos empregados da empresa que preferiu não se identificar. 
 
O temor por acidentes no local aumentou após um guindaste da empresa Carioca Engenharia cair atingido parcialmente o pátio da Codesa. O acidente, que aconteceu em abril deste ano, não deixou vítimas. Mas os funcionários alertam que se o guindaste não tivesse tombado em direção ao mar a tragédia poderia ter sido de grandes proporções, pois o equipamento poderia cair justamente sobre os prédios 4 e 5. 
 
O sindicato alega que já enviou vários ofícios à Codesa solicitando o projeto executivo da obra, mas até agora não obteve nenhuma reposta da empresa. Até o início da noite desta terça (25), a empresa não procurou o sindicato para discutir o problema. 

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