A primeira semana de segundo turno das eleições em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra foi de muita articulação para os rearranjos de fortalecimento dos palanques, por meio das conversas com os partidos que apoiaram os candidatos que não passaram para a nova fase. A segunda semana começou e essas conversas ainda não foram totalmente concluídas.
Paralelamente, os candidatos têm feito reavaliação de estratégias, troca de marqueteiros, estudos internos dos mapas eleitorais, enfim, uma série de movimentações internas para o enfrentamento do segundo turno. Mas, quando começa a campanha mesmo?
Mas há uma certa demora neste início do segundo turno. Os candidatos parecem ter se preparado muito para a primeira etapa, mas agora entendem que se não tiverem a estratégia certa, podem colocar tudo a perder. Daí tantos preparativos, tantos reforços, tantas reuniões.
Com pouco dinheiro em caixa e a insatisfação do eleitorado com a classe política, os candidatos pretendem adiar o máximo possível o início da campanha. Eles estão fazendo caminhadas, as peruinhas de som estão rodando nas ruas, os panfletos sendo distribuídos, mas os candidatos vão guardar o fôlego para a última semana, que promete ser decisiva.
O desafio dos cândidos é convencer os eleitores que por algum motivo não compareceram às urnas, anularam ou votaram em branco a marcar presença nas no segundo turno. Também tentam conquistar o eleitor dos candidatos que não estão mais no páreo, além, é claro, de tentar tomar o espaço do adversário. Por isso, a estratégia deve ser muito bem montada.
Em cidades como Vitória e Vila Velha, em que o pleito dividiu a cidade entre os dois candidatos que disputam o segundo turno, fica fácil saber onde urnas dia 30. Cada um deve tentar desarmar o adversário para conquistar seus votos. Em cidades em que o voto é mais diluído, não tem jeito, tem que andar por todos os bairros, disputar cada canto da cidade atrás do eleitor.
A expectativa é de que a partir do próximo sábado (15), os candidatos intensifiquem suas campanhas, sobretudo os chamados “candidatos desafiantes”, que não têm a máquina, por isso, precisam elevar o tom para desconstruir as atuais gestões. Já os prefeitos devem reagir, defendendo suas gestões e oferecendo uma proposta de avanço para o eventual segundo mandato. O duelo mesmo deve se estabelecer na última semana. E aí será um “salve-se quem puder”.
Fragmentos:
1 – Quatro dos cinco deputados federais que são médicos votaram a favor da PEC 241, que “congela” investimentos, entre outras áreas, da saúde. São eles: Lelo Coimbra (PMDB), Paulo Foletto (PSB), Jorge Silva (PHS) e Carlos Manato (SD). Também votaram a favor os deputados Evair de Melo (PV) e Marcus Vicente (PP).
2 – Os sete novos vereadores de Linhares estiveram na sessão dessa terça-feira-feira (10): Ricardinho da Farmácia (SD), Rogerinho Gás (PRP), Gelson Soave (PSC), Jean Menezes (PRB), Tobias Enfermeiro (PSDC), Rosinha Guerreira (PSDC) e Carlos Almeida (PDT). Foram reeleitos Amantino Pereira Paiva (PMDB), Edimar Vitorazzi (PSC), Joel Celestrini (SD), Tarcísio Silva (PSB), Estéfano Silote (PHS) e Marcelo Pessoti (PPS).
3 – Dos 13 vereadores que compõem o legislativo municipal, nada menos que nove foram eleitos no palanque de Guerino Zanon (PMDB). Os dois do PSDC, os dois do Solidariedade, dois do PSC, um do PDT, um do PRB e um do PMDB. Base não vai ser problema para o novo prefeito.

