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Esquema forte

Nem sempre o processo democrático é justo. Ao se criar a Lei Ficha-Limpa pensou-se que isso seria uma forma de depurar o processo eleitoral, impedido que pessoas que cometeram crimes contra o erário público pudessem disputar as eleições, seria uma forma de moralizar o Poder Público. 
 
Mas quando se fala em política, é difícil fechar todas as brechas para tornar esse processo justo. A condenação colegiada, seja ela no âmbito da Justiça ou no poder legislativo tira um agente político da corrida eleitoral, mas isso não leva em conta os interesses políticos e as manobras que podem ser feitas nesse contexto com interesses partidários ou eleitorais. 
 
É o que vem acontecendo na discussão sobre as contas do ex-governador Renato Casagrande. Uma manobra vem sendo costurada na Assembleia pelos aliados do atual governador para que o socialista se torne inelegível.  Esse é o tipo de coisa que pode ser até revertida na Justiça, mas já causaria um desgaste político para o ex-governador, dificultando a movimentação de Casagrande.
 
A discussão é polêmica, mas é inegável que muitas Câmaras de Vereadores estão usando esse subterfúgio para tirar da corrida eleitoral os nomes que podem representar perigo aos projetos políticos dos adversários. Há uma diferença entre um candidato que teve contas rejeitadas no Tribunal de Contas por irregularidades graves, comprovadas por área técnica e contas que tiveram ressalvas, mas foram aprovadas. 
 
No caso de Casagrande, as tentativas de tirá-lo do jogo político são evidentes e vêm desde o final de 2014, naquele momento ele conseguiu segurar a manobra, mas desta vez, está sozinho. Em tempos que não dá para acreditar em isenção de nenhum dos poderes, fica difícil acredita que Casagrande sairá ileso da manobra palaciana. 
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado federal Max Filho foi eleito nesta quarta-feira (16) primeiro vice-presidente da comissão especial da Câmara encarregada de analisar o Projeto de Lei 4.567/2016, que autoriza a Petrobras a abrir mão da exploração de poços de petróleo que não seja de seu interesse. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) ficou com a relatoria do projeto.
 
2 – O senador Ricardo Ferraço (PSDB) parece ter nascido no ninho tucano, pelo menos no que se refere às críticas a governo federal. Em sua página no Facebook, a artilharia é pesada. 

 

3 – Na queda de braço do PSDB, não é que o deputado Sérgio Majeski ganhou uma! Os bloqueios às entradas de Gildevan Fernandes e Erick Musso no partido prestigiam o deputado tucano. 

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