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Faltou o principal

Que o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), tem fama de não escutar ninguém e detesta ser contrariado, não é novidade. Mas, convenhamos, na sessão da Câmara de Vitória nessa quarta-feira (27), ele “perdeu as estribeiras”. Luciano, em tese, estava ali para, como o próprio nome diz, prestar contas. E o papel dos vereadores é exatamente questioná-lo sobre questões que envolvem sua gestão. Quer o prefeito goste ou não, tem obrigação de responder, até porque, deve satisfação à população. Não foi o que aconteceu. O prefeito se explicou pouco, em contrapartida, dedicou boa parte do tempo a atirar em cima do vereador Reinaldo Bolão (PT), por ter feito o mínimo que exige seu mandato: fiscalizar o executivo. A questão, como divulgado na mídia corporativa nesta quinta-feira (28), era sobre o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). Bolão acha que o município não se preparou para o fim desta receita, utilizado como argumento pelo prefeito para “caixa vazio”, e apresentou dados pertinentes. Luciano disse que, sim, se preparou, e saiu atirando na direção do PT, governo Dilma, aquela coisa toda. Bolão reagiu e lembrou a citação de Luciano na lista da Odebrecht na investigação da Lava Jato. Aí desandou de vez e o prefeito chegou ao extremo de acusar o vereador de agir como “gângster”. Que a reação foi desmedida, não resta dúvida. Agora me diz: se não pode ser contestado, para quê prestação de contas? Só para jogar confete? Assim fica fácil ser prefeito!
Rendeu
O caso foi parar também nas redes sociais de Bolão. “Quem não pode atacar o argumento, ataca o argumentador”, destacou o vereador. 
Rendeu II
O petista diz que o prefeito baixou o nível ao tentar se explicar e trata como “infundadas e levianas” as acusações. A intenção, aponta Bolão, é calar sua voz, que “sempre denunciou os desvios de dinheiro e o abandono dos serviços públicos em Vitória”.
Palanque
Aliás, o comportamento da maioria dos vereadores deu até vergonha alheia. De 15 ao todo, somente quatro se inscreveram para fazer perguntas a Luciano: além de Bolão, Neuzinha de Oliveira (PSDB), Serjão Magalhães (PTB) e Wanderson Marinho (PSC). Está tudo lindo em Vitória, né?
Correu
Pior, ainda, o atestado médico apresentado por Zezito Maio (PMDB), crítico costumaz da gestão atual. Eles teriam feito um acordo nesse sentido. E olha que Zezito é do partido do deputado federal Lelo Coimbra, adversário do prefeito na disputa deste ano. 
Correu II
Quem também se fez de morto foi o vereador Max da Mata (PDT), que está em rota de colisão do Luciano tem tempo. Ano eleitoral e suas conveniências sempre fazem milagre.
Perfis
Voltando no Lelo, o deputado já definiu como irá atingir seus adversários: “Um governa para as elites [Luciano Rezende] e o outro foca apenas nas classes mais necessitadas [Amaro Neto]”. 
Sete chaves
Projeto de lei do vereador de São Mateus, Eneias Zanelato (PT), propõe colocar o nome do professor Valdernir José Belinelo na nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em construção no Bairro Carapina. Ex-diretor do Hospital Roberto Silvares, Belinelo foi assassinado em 2012. Até hoje, não se sabe que fim levou a investigação. “Mistério”, né?
Sete chaves II
Chamou atenção de Eneais no debate sobre a proposta o posicionamento do vereador Isaias de Guriri, do PSB, mesmo partido do prefeito Amadeu Boroto e do deputado estadual e candidato a prefeito Freitas. Isaias se manifestou contrário à homenagem, o que foi considerado pelo petista “inexplicável”. 
Nas redes
“A cidade de Vila Velha merece um nome que traga o povo para dentro da prefeitura. Um nome que escute o cidadão (…) O PDT está ao lado de Rafael Favatto [PEN] nessa retomada ao crescimento”. (Deputado estadual Da Vitória – PDT – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política”. Jean de la Bruyere

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