Que o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) vão medir forças, ou melhor, já estão medindo forças na disputa eleitoral deste ano, ninguém tem dúvida. Mas como fica o peso de cada disputa para os dois jogadores?
Está claro para a classe política que a batalha mais importante se desenvolve no tabuleiro de Vitória, a segunda maior vitrine do Estado, depois do Palácio Anchieta. Há quem diga que não adianta ganhar nos outros 77 municípios se perder em Vitória. A disputa aqui é política, tem relação coma disputa estadual e todo mundo sabe disso. Daí o movimento das peças.
A maioria dos partidos quer ficar no palanque do pré-candidato a prefeito Amaro Neto (SD), já que agora está escancarado que é nele que Paulo Hartung vai apostar. Mas o jogo é difícil o deputado estadual pode estar na frente, pode ser popular, pode ter carisma, mas não tem experiência de disputa. Isso Luciano Rezende (PPS) tem e é nele que Renato Casagrande aposta suas fichas.
O prefeito sobreviveu a uma disputa sangrenta com Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) no segundo turno da eleição de 2012. Por isso, mesmo com o natural desgaste que os atuais gestores enfrentam em razão da crise econômica, Rezende é um nome muito forte na disputa deste ano. E se ganhar, vai dividir o troféu com Casagrande.
Amaro Neto e Luciano Rezende são os bispos na disputa indireta entre Renato Casagrande e Paulo Hartung. Cabe a eles encontrarem o melhor caminho para derrotar os adversários, dando a vitória aos competidores. A disputa de Vitória vira assim um pano de fundo para uma batalha maior, que acontecerá em 2018.
Nesse jogo, algumas peças ficam pelo caminho. Hartung colocou, além de Amaro, no tabuleiro também inicialmente Luiz Paulo Vellozo Lucas e Lelo Coimbra (PMDB). O primeiro não resistiu, o segundo segue construindo seu palanque, mas sabendo que é apenas um peão que pode ser sacrificado em nome de uma jogada posterior. De qualquer forma um peão pode vir a se tornar uma peça importante se colocada no local certo, na hora certa. Pode acontecer também de uma peça ser tomada pelo adversário, o que pode acontecer entre Renato Casagrande e Luiz Paulo. Nunca se sabe.
Se Hartung coloca seu DNA no palanque de Amaro Neto, com Roberto Carneiro e Rodrigo Coelho, ambos do PDT, Casagrande também pode ser reconhecido pela presença de Tyago Hoffmann no palanque de Luciano Rezende. Mexeram seus cavalos. Agora é ver quem tem mais bala na agulha.

