A eleição deste ano mostra uma característica bem diferente da de 2012. Se naquele ano o eleitor estava propenso a buscar novas lideranças políticas para cuidar da cidade, dar uma chance a quem nunca havia governado, este ano a situação é diferente. O eleitor busca experiência na gestão. A exceção está em Vitória, com o deputado estadual Amaro Neto (SD) que é a novidade do pleito.
Nos quatro municípios em que os candidatos disputam o segundo turno no Espírito Santo prevalece a briga entre antigos rivais. Em Vila Velha, o eleitor escolheu uma novidade em 2012, com Rodney Miranda (DEM) e se arrependeu este ano. Não quis arriscar. Os dois nomes que chegam ao segundo turno são de ex-prefeitos que têm serviços prestados a cidade no currículo. Neucimar Fraga (PSD) e Max Filho (PSDB) disputam voto a voto numa cidade dividida e esperançosa de que a experiência de um dos dois possa trazer melhorias para o município.
Na Serra, há tempos que o eleitor não enxerga no horizonte um nome novo em que queira apostar para gerir a cidade. Neste cenário Audifax Barcelos (Rede) e Sérgio Vidigal (PDT) continuam dividindo o eleitorado, que na verdade anda cansado dessa disputa pessoal, mas que ainda não reconhece uma rota alternativa para seguir.
Em Cariacica, a novidade de 2012, Juninho (PPS), tenta se consolidar na disputa à reeleição. Marcelo Santos (PMDB) tem quatro mandatos de deputados, participou da gestão do pai, que governou Cariacica, mas nunca foi prefeito. Neste sentido, a disputa se dá entre nomes que não são “gastos” no cenário político. Não se pode dizer que Marcelo é propriamente um estreante em Cariacica, apesar de nunca ter administrado a cidade.
Em Vitória, Luciano Rezende (PPS) se elegeu em 2012 como o lema da mudança e agora vem garantindo que fez tudo que prometeu. Mas lida com uma celebridade, que fala para um eleitorado que Luciano ainda não conquistou, a periferia. Com o interesse da classe política pressionando os dois lados da segunda maior vitrine do Estado, depois do próprio governo, a eleição deve esquentar na reta final do segundo turno.
Em comum entre as quatro maiores cidades da Grande Vitória, uma disputa que promete dividir os eleitores. Nesse cenário de incertezas é difícil de apontar favoritos. Nestas três semanas que separam os eleitores do segundo turno, as estratégias de cada candidato devem ser decisivas para vencer o jogo.
Fragmentos
1 – A assessoria da senadora Rose de Freitas (PMDB) entrou em contato com a Redação para afirmar que a peemedebista entrou, sim, na campanha. Ela participou nas duas últimas semanas no pleito em 15 municípios: Afonso Cláudio, Águia branca, Ecoporanga, Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Conceição do Castelo, Ibatiba e Laranja da Terra. Nestes foi bem-sucedida na disputa.
2 – A senadora contabiliza como derrotas Brejetuba e Ponto Belo e acredita que sua participação foi fundamental para viradas em Muniz Freire e Colatina. Além de caminhadas, ela diz ter gravado vídeos e materiais impressos ao lado de seus candidatos. Registrado.
3 – Enquanto o novo mandato não chega, o suplente do deputado Cacau Lorenzoni (PP) – prefeito eleito de Marechal Floriano –, Jamir Malini (PTN) vai trabalhar na campanha do segundo turno do prefeito Audifax Barcelos (Rede), de quem é aliado de longa data. Ele deu entrevista ao jornal Tempo Novo da Serra, falando das expectativas de seu retorno à Assembleia Legislativa.

