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Paradoxo

A coluna conversou com médicos e funcionários de um dos maiores planos de saúde do Estado. E chamou a atenção o paradoxo que acontece lá dentro. A maioria dos médicos cooperados é direitista, o plano inclusive tem proximidade com políticos tucanos e de outros partidos de direita, financiando, inclusive, durante as campanhas eleitorais. 
 
Há quem diga, inclusive, que há patrulha ideológica dentro da empresa, tentando fazer a cabeça dos funcionários para adotarem uma postura anti-petista. Mas o que chama a atenção, que maior parte da carteira de clientes desse plano é formada por trabalhadores e trabalhadora de origem cutista
 
A coluna já falou em outras oportunidades da promíscua relação entre sindicatos e planos de saúde. Só para lembrar, foi criado um sistema de verdadeira lavagem de dinheiro com empresas que em vez de passar os pró-labores para os sindicatos, passam diretamente para os diretores. Motivos pelos quais alguns não trabalham com bancos públicos, apenas bancos privados. Mas isso é outra história. 
 
O fato é que apesar de terem uma visão de direita, vão buscar no movimento sindical a parte mais pesada de sua arrecadação. Isso sem falar no serviço que é oferecido que é altamente questionável. Ideologicamente estão na direita e economicamente estão na esquerda. Como assim? 
 
É uma questão que carece de reflexão. Cabe à CUT tomar conta disso, afinal os sindicatos filiados à central, colocam mais de 100 mil trabalhadores (vidas) na mão desses planos, que oferecem um serviço bem distante da excelência, com preços altos e a troco de quê? 
 
Cabe à central identificar os sindicatos que atuam de forma equivocada com essas empresas e cortar na carne. Afinal de contas, a central acaba dessa forma ajudando a financiar a direita. Basta ver a postura desses políticos em defesa da saúde privada e sempre depreciando o Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
O movimento sindical deve se voltar a um princípio básico que é a luta pela saúde para todos. Afinal vivemos em um país em que a saúde é um direito constitucional e não apenas uma via de exploração econômica. E essa bandeira tem de ser acampada pelo movimento sindical. 
 
Saúde já, exploração, não!

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