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Poupando capital

A eleição deste ano para o PT não vai ser uma tarefa fácil. Pelo nível das acusações – infundadas, diga-se de passagem – do prefeito Luciano Rezende (PPS) disparadas contra o vereador Reinaldo Bolão (PT), dá para sentir o nível da discussão que será travada no processo eleitoral quando o partido estiver no meio. 
 
Aproveitando-se do momento de crise do partido em nível nacional para se desvencilhar de um aperto do vereador, que nada mais estava fazendo do que desempenhando sua função de fiscalizar o Executivo, Luciano mostra como a classe política vai tentar fugir do debate eleitoral sobre as propostas para a cidade colocando os petistas todos no mesmo saco. 
 
Diante desse clima nada favorável ao debate político, muitas lideranças do partido parecem estar tentando se poupar do desgaste da eleição deste ano. Helder Salomão deixou o cenário de Cariacica, visando a eleição de 2018. Ele também não parece disposto a mais uma vez tentar carregar uma candidatura petista, ainda mais nesse clima. 
 
João Coser não quis nem saber da disputa em Vitória. Virou e mexeu para tentar emplacar alguém de seu grupo na disputa para não desagradar o governador Paulo Hartung, mas não conseguiu ninguém que se habilitasse. Acabou “sobrando” para Perly Cipriano, que nunca teve medo de cara feia, encarar uma eleição em Vitória para defender o legado do partido, embora o nome com condições de disputar alguma coisa fosse o próprio Coser. 
 
Na Serra a coisa é diferente. O PT está dividido, querendo se encaixar em um dos dois palanques da polarização, mas o deputado federal Givaldo Vieira tenta manter seu nome na disputa. O partido que nas últimas duas décadas tem sido força auxiliar no município, reluta em apoiar uma candidatura, até porque isso significaria abrir mão de tentar manter a representação da Câmara de Vereadores, já que o partido ficaria isolado. 
 
Givaldo não tem nada a perder. Se elegeu pela sobra da coligação PT e PDT e sabe que em 2018 vai ter de disputar a cadeira com João Coser e o próprio Helder Salomão. Enquanto uns tentam preservar o pouco que ainda tem, outros vão para o tudo ou nada. 
 
Fragmentos:
 
1 – Tudo indica que Euclério Sampaio (PDT) voltar do recesso com um comportamento bem diferente do apresentado no primeiro semestre do ano. Está cada vez mais afastado do grupo do governador Paulo Hartung (PMDB).

2 – O PDT de Vitória vai realizar sua convenção na próxima quinta-feira (4) e tudo indica que até lá, o vereador Max da Mata não consiga emplacar seu nome para a vice de Amaro Neto. 

3 – O candidato da Rede em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, Professor Jonathan, divulgou nota reafirmando sua pré-candidatura a prefeito. É que surgiram boatos na cidade dizendo que ele estaria negociando a vice.

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