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Fazenda em Montanha é ocupada por integrantes do MST

Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), 130 ao todo, ocupam a Fazenda Palmeiras, em Montanha (extremo norte do Estado), desde essa segunda-feira (10). Elas já estavam acampadas na área do Assentamento Adriano Machado, aguardando serem assentadas. A fazenda pertence à família Simão, tradicional na região, que segundo o MST, detêm terras em diversos municípios do Estado, utilizando-as para pecuária extensiva. 

“A ocupação é uma das ações mais importante que o MST realiza desde seu surgimento, pois expõe as contradições da questão agrária”, enfatizou Adelso Lima, da direção estadual do MST, pontuando que a propriedade, como diversas outras no norte e noroeste do Espírito Santo, seria transformada numa grande plantação de eucalipto, principalmente para fornecer à Aracruz Celulose (Fibria).

 
No dia da ocupação, pistoleiros encapuzados e fortemente armados abordaram diversas pessoas que seguiam em direção à área, mas segundo os sem terra, eles continuam resistentes na região. 

O protesto, sobretudo, questiona a forma utilizada para “modernizar” o latifúndio improdutivo na região por monocultivos. O MST aponta que a região vem sendo tomada pela monocultura de cana-de-açucar e de eucalipto, impedindo a democratização da terra e a geração de emprego e renda para as famílias do campo, 

 
“A ocupação de terra continua sendo uma forma de luta atual e necessária para exigir a reforma agrária, já que expõe que os locais onde há concentrações de terra e  população disposta a lutar por ela”, salientou Adelso.
 
Segundo ele, o extremo norte capixaba está entre as regiões com maior índice de concentração fundiária no Espírito Santo e, consequentemente, é uma região que concentra um grande número de famílias sem terra.

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