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Novo terminal marítimo deve impactar comunidades pesqueiras no sul do Estado

 

O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) tornou público que recebeu da empresa Itaoca Terminal Marítimo S.A o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), relativo aos portos e terminais portuários com ou sem armazenamento e movimentação de granéis em Itapemirim, no sul do Estado.

O terminal ficará próximo do maior porto pesqueiro artesanal do País, o Terminal Pesqueiro de Itaipava. Durante os debates que nortearam o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), os pescadores da região demonstraram insatisfação com as intervenções que serão feitas na região.

Na ocasião, a reclamação eram sobre as modificações nas correntes marítimas, que obrigariam os barcos a utilizar terminais de desembarque em outros municípios, entre eles Piúma e Guarapari, gerando novos custos e sobrecarga em outros terminais do Estado.

Entre a população o receio do empreendimento está relacionado ao assoreamento da faixa litorânea em Itaipava, que chegou a levar o município a decretar situação de emergência na região. Na ocasião, a área afetada corresponde ao local onde está hoje a obra do píer de Itaipava, que permanece inacabada há cerca de três anos.

O empreendimento, entretanto, justifica a sua implantação com base no apoio às atividades de exploração e produção de petróleo e gás,com o fim de eliminar os gargalos operacionais e suprir a deficiência de instalações especializadas na região.

Os impactos diretos e indiretos estão descritos no Rima. O documento está exposto na sede do Iema, em Cariacica. O relatório também deveria estar exposto desde está segunda-feira (24), no site do órgão, mas isso não aconteceu.

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