Sem surpresa, a oposição conseguiu bater o martelo sobre a escolha do nome dissidente do PMDB, para tentar evitar a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. O senador catarinense, Luiz Henrique será aposta do grupo e não Ricardo Ferraço, como almejava o capixaba.
A impressão deixada para os meios políticos com a aventura de Ricardo Ferraço é de que ele não conseguiu se situar na movimentação de ser um dissidente do grupo de Renan Calheiros em condições de enfrentá-lo na disputa pela presidência do Senado, no próximo domingo (1).
Ricardo se movimentou de forma antecipada, levado pelo ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB), que depois disso deixou de ser o líder da oposição na articulação com os peemedebistas. Nesse processo, Ricardo se indispôs com a bancada do PMDB.
Para os meios políticos, as articulações de Ricardo Ferraço em Brasília têm como foco o governo do Estado. O senador, por meio do mandato, tenta criar musculatura para a disputa. Não conseguiu a oportunidade no ano passado. Embora tenha tentado, o senador não resistiu à candidatura do governador Paulo Hartung pelo PMDB.
Hartung vem dizendo que não é candidato à reeleição, o que abriria espaço para a disputa de outras lideranças. Mas neste caso, Ricardo Ferraço teria dois problemas: o primeiro é que seu mandato termina em 2018, o que não lhe daria o conforto do retorno ao Senado em caso de derrota na disputa ao governo.
Além disso, os meios políticos vêm fazendo suas apostas no vice-governador César Colnago (PSDB) como o sucessor do peemedebista. Ele estaria na frente do senador na fila sucessória do Estado.

