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Gilson Daniel perde disputa no Congresso para indicação a ministro do TCU

Favorito, Odair Cunha foi o mais votado; deputado capixaba vai tentar reeleição

Podemos

O deputado federal capixaba Gilson Daniel (Podemos) foi um dos seis candidatos da Câmara dos Deputados a uma indicação para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Entretanto, quem ganhou na votação realizada nesta terça-feira (14) foi o deputado Odair Cunha (PT-MG), que era o favorito. Daniel ficou em quinto lugar.

Cunha recebeu o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão formada por seis partidos (MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos). Ele recebeu 303 votos, contra 96 votos de Elmar Nascimento (União-BA); 27 votos de Danilo Forte (PP-CE); 20 votos de Hugo Leal (PSD-RJ); e apenas seis de Gilson Daniel. Soraya Santos (PL-RJ) recebeu três votos e Adriana Ventura (Novo-SP), um voto, mas ambas abriram mão das candidaturas antes da votação começar – não houve tempo hábil de retirar os nomes da urna. Também foram registrados dois votos em branco.

A indicação de Odair Cunha ainda passará por sabatina e votação do Senado Federal. O TCU é formado por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República, e tem, entre as atribuições, analisar as contas do governo federal e fiscalizar a aplicação de recursos públicos. A vaga aberta é a do ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou.

Durante o discurso de defesa de sua candidatura, Gilson Daniel afirmou que o parlamento não deveria indicar um candidato “ideológico”, e que ele se colocava como “um deputado independente, que vai atender a todos: da esquerda, da direita, do centro”. Ele ressaltou ainda o seu “perfil técnico”, com “mais de duas décadas de experiência em gestão pública”, e que “não participou de acordo” para a votação.

Em seu primeiro mandato como deputado federal, Gilson Daniel é servidor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com graduação em Ciências Contábeis, além de pós-graduação e mestrado na área. Foi vereador e depois prefeito de Viana, na Grande Vitória, por dois mandatos consecutivos, de 2013 a 2020, e também presidiu a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) e a Associação Brasileira de Municípios (ABM). Em 2021 e 2022, ocupou cargos no Governo do Estado.

Com a derrota esperada na disputa por vaga no TCU, Gilson Daniel vai tentar reeleição na Câmara. Atualmente, é o único deputado federal capixaba do Podemos (Victor Linhalis foi para o PSB), partido que preside a nível estadual.

A chapa da sigla para a Câmara terá nomes como os do jornalista Philipe Lemos, ex-secretário estadual de Turismo; Capitã Estefane, ex-vice-prefeita de Vitória; Alessandro Broedel, ex-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e ex-prefeito de Sooretama, no norte do Estado; a cantora gospel Lauriete, que já ocupou cadeira no Congresso Nacional; e Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal.

O Podemos se tornou a maior bancada partidária da Assembleia Legislativa após o fechamento da janela de trocas no último dia 4. A sigla já contava com Allan Ferreira e Alexandre Xambinho desde o início da legislatura. Agora, também tem entre os seus quadros Gandini (ex-PSD), Marcos Madureira (ex-PP) e Zé Preto (ex-PP). Todos eles vão tentar reeleição.

Como presidente estadual do Podemos, Gilson Daniel levou seu partido a ser o primeiro a apoiar a pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) à reeleição no Governo do Estado, o que contribuiu para reforçar as chapas eleitorais com nomes ligados à atual gestão estadual.

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