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Acordo com Vidigal não ameniza críticas de Da Vitória ao governo do Estado

Se o mercado político entendeu que o acordo entre o deputado Josias Da Vitória e o deputado federal Sérgio Vidigal para um consenso em relação à eleição do PDT mudaria o perfil do deputado estadual em relação ao governo do Estado, se enganou. No dia seguinte ao encontro entre as lideranças, o deputado Da Vitória não poupou críticas à política do governador Paulo Hartung.
 
Da Vitória ocupou a tribuna da Assembleia na tarde desta terça-feira (5) no horário destinado às lideranças partidárias para retomar um discurso que havia iniciado na fase das comunicações sobre os aumentos nas taxas de licenciamento ambiental e do Detran-ES e não faltaram críticas à forma como governo gerencia os recursos do Estado.
 
Antes disso, ele falou dos 11 anos de participação no partido de Leonel Brizola e do fortalecimento da sigla no Estado e no País. Com o acordo com Vidigal, Da Vitória não deve mesmo deixar o partido e fez questão de frisar seu comprometimento com o PDT.
 
O deputado afirmou que o governador vem vendendo uma imagem para fora do Estado de excelência e tenta se credenciar para o debate nacional como vice “de Joaquim Barbosa ou daquele apresentador de TV [em menção a Luciano Huck], que nem candidato foi”. Acrescentou que Paulo Hartung vem se promovendo à custa de uma política que imprime ao cidadão capixaba um preço muito alto.
 
Ele lembrou também da falta de habilidade do governador e sua equipe durante a crise da Polícia Militar e a tentativa de criminalização do movimento pela intransigência de buscar a via do diálogo com as categorias. Da Vitória criticou ainda a política de arrocho do funcionalismo público.  
 
O deputado foi aparteado pelo deputado Sergio Majeski (PSDB), mais ferrenho opositor ao Palácio Anchieta na Casa, que reforçou o discurso crítico ao governo do Estado, destacando os gastos do governo com publicidade e falta de comprometimento com as políticas públicas.
 
Da Vitória lembrou da ingerência do governo na aprovação do orçamento do Estado para o próximo ano, quando os deputados foram assediados pelo Palácio Anchieta a não apresentaram emendas ao projeto. E deixou um recado aos colegas que insistem em permanecer incondicionais na base do governo, ao lembrar que a Casa será cobrada por meio do voto do eleitor.

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