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Ambientalistas acompanham escolha de membros da CPI do Pó Preto

O pedido de abertura da CPI do Pó Preto foi publicado no Diário do Legislativo desta terça-feira (10). Durante a sessão ordinária, o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), anunciou as vagas divididas entre o autor do requerimento Rafael Favatto (PEN) e o bloco partidário. 
 
Como 26 deputados assinaram o pedido de abertura da CPI, a indicação dos quatro membros que vão compor a Comissão será feita pelo coordenador do blocão, Rodrigo Coelho (PT).
 
A expectativa dos ambientalistas que acompanham o processo de criação da CPI é de que o deputado Gilsinho Lopes (PR) seja indicado para participar do colegiado, como uma forma de reconhecimento da batalha do deputado que provocou a criação da CPI e garantir. Os ambientalistas também querem garantir a presença de Gilsinho da comissão para evitar que os rumos da investigação seja disvirtuado.
 
Se ele não for incluído, a participação das entidades será rediscutida. A afirmação é do presidente da ONG Juntos SOS Espírito Santo Ambiental, Eraylton Moreschi Júnior. Ele afirma que se Gilsinho Lopes não foi incluído na CPI, as entidades vão avaliar se vão continuar dando suporte aos deputados ou se tomarão outras medidas. 
 
Discurso duro
 
Durante a sessão, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) voltou à discussão sobre o pó preto e a responsabilização das empresas poluidoras instaladas na Grande Vitória e disse acreditar no trabalho da CPI. O deputado afirmou que os diretores das empresas devem ter se reunido para comemorar mais uma CPI, porque acham que não dará em nada. Ele lembrou de outros trabalhos realizados na Casa  e que fizeram apontamentos, mas não encontraram respaldo. O deputado do PSD destacou que a Assembleia não tem poder de polícia para punição, mas pode investigar e provocar o Ministério Público. 
 
“O que resta ao Poder Legislativo é encaminhar ao Ministério Público para que tome as providências. Mas é risível pensar que no Espírito Santo alguma dessas empresas sonegadoras, e as que poluem , vão receber punição. No máximo, quando a coisa aperta, eles fazem um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], que significa: vamos enrolar mais um pouco”, ironizou.
 
Ele repetiu que as empresas são assassinas, é que são elas que ditam as regras do TAC assinado com o Ministério Público e que não cumprem nem com o que se comprometem. O deputado chamou o Ministério Público à responsabilidade, já que o órgão pode pedir a punição das empresas. 
 
Nessa segunda-feira (9), o deputado também fez um duro discurso contra as empresas  poluidoras do Estado. Enivaldo foi um dos deputados que assinaram o pedido de CPI puxado pelo deputado Gilsinho Lopes.

 

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